O presidente Donald Trump afirmou nesta sewgunda-feira (13) que os Estados Unidos vão assumir o controle do Estreito de Hormuz e cobrar 20% sobre a carga das embarcações. O Irã, por sua vez, acusou o país de colocar em risco o fornecimento global de petróleo e gás ao “interferir” no canal e ameaçou nações do Golfo ao dizer que colaborações com os EUA serão consideradas um “ato de guerra”.
Trump declarou que os EUA deverão se tornar guardiões de Hormuz, rota fundamental para o abastecimento de petróleo. “Talvez o chamemos de ‘anjo da guarda do estreito’. “E deveríamos ser reembolsados por isso”, disse o republicano em uma entrevista por telefone ao programa Fox & Friends, da Fox News. “Tínhamos uma acordo e eles o quebraram. São um grupo de pessoas ruins”, acrescentou sobre as autoridades iranianas.
Em uma publicação na Truth Social horas após a entrevista, o presidente disse que os EUA vão cobrar 20% sobre o valor de toda carga transportada. “Nessa condição e por uma questão de JUSTIÇA, [os EUA] serão reembolsados — à taxa de 20% sobre toda a carga transportada — por quaisquer custos necessários para garantir a segurança e a proteção desta região extremamente volátil do mundo”, escreveu na manhã de hoje.
O bloqueio efetivo do estreito elevou os preços da energia e aumentou as preocupações com a inflação em todo o mundo. O preço do barril de petróleo avança mais de 4% nesta segunda-feira. O valor dos contratos do Brent com entregas previstas para setembro subia 4,63%, para US$ 79,53 por barril, por volta das 11h32. O índice representa a referência internacional para o combustível e é utilizado pela Petrobras para reajustar os preços da gasolina e do diesel.
“Vamos receber dinheiro para protegê-lo [Hormuz]. Muito dinheiro. Tudo o que queremos é ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso povo em perigo”, afirmou Trump.
Em junho, após o acordo assinado entre os dois países, Trump havia dito que não haveria cobrança de pedágio em Hormuz. Em entrevista ao “The New York Times” no dia 14 daquele mês, o republicano detalhou que o acordo firmado garantiria, que a via marítima ficasse “permanentemente livre de pedágio”.
Irã diz que não permitirá intervenção dos EUA
Declaração do presidente foi rebatida pelo comando militar do Irã. “O Irã não permitirá que os EUA intervenham na administração do Estreito de Hormuz. Qualquer tentativa dos EUA de transitar pelo estreito sem a autorização iraniana será fortemente contestada”, diz comunicado.
Um assessor do líder supremo do Irã declarou que o canal tem “valor estratégico insubstituível” para o país. Mohammed Mokhber, um importante assessor de Mojtaba Khamenei, disse hoje, em uma publicação nas redes sociais, que o Estreito de Hormuz “tem um valor estratégico insubstituível, além de importância para a segurança e a economia da nação iraniana”, ressaltando que a República Islâmica não recuará em sua exigência de ter controle sobre essa via navegável estratégica.
No domingo (12), o Irã anunciou o fechamento da via. Em contrapartida, os Estados Unidos afirmaram que estão atuando para a livre navegação no local.
Com informações da Reuters




