O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, morreu na madrugada desta segunda-feira (13/7), na Santa Casa de Campo Grande, aos 60 anos. Ele estava preso no Presídio Militar desde 24 de março, acusado de matar o servidor público Roberto Carlos Mazzini durante uma disputa pela posse de um imovel.
A causa da morte não foi divulgada até o momento. Alcides Bernal passou por um procedimento cardíaco. Conforme a defesa, exames identificaram uma série de lesões no coração. Após receber alta, ele retornou ao presídio.
Neste fim de semana, o ex-prefeito voltou a passar mal e foi levado novamente para a Santa Casa. A nova internação aconteceu um dia após a Justiça negar o pedido de prisão domiciliar. Ao g1, o advogado de defesa Ricardo Machado informou que Bernal desmaiou no Presídio Militar. Ao chegar ao hospital, ele foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido ao estado de saúde.
Bernal será velado no Cemitério Jardim das Palmeiras a partir das 11h desta segunda -feira, com o sepultamento previsto para as 16h.
A defesa afirmou ainda que apresentou diversos pedidos de prisão domiciliar para Bernal em razão dos problemas cardíacos que ele já enfrentava, inclusive antes da realização da cirurgia em junho. Segundo o advogado, o ex-prefeito era um paciente cardíaco de alto risco.
“Houve uma alerta da defesa ao Poder Judiciário desde o início do processo de que ele possuía doença grave, foi alertado essa semana que ele não poderia retornar ao presídio, fizemos um pedido de domiciliar, fizemos um pedido adendo, de uma questão temporária de ele retornar para casa, isso não aconteceu. Ficou com certeza um sentimento de frustração”, afirmou.
Preso por homicídio
Segundo as investigações do caso, Roberto Carlos Mazzini e um chaveiro estavam em uma residência, na Rua Antônio Maria Coelho, quando foram surpreendidos por Bernal. O imovel havia pertencido ao ex-prefeito, foi levado a leilão judicial e arrematado por Roberto Carlos.
Bernal atirou duas vezes contra o servidor e fugiu sem prestar socorro. Horas depois, ele se apresentou à polícia e permaneceu preso no Presídio Militar de Campo Grande.
No dia 30 de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o habeas corpus que pedia a liberdade do ex-prefeito. A decisão foi tomada menos de uma semana após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) determinar que ele fosse submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.




