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Suécia e Finlândia apresentarão candidaturas à Otan na quarta-feira

Lideranças da Suécia e da Finlândia apresentarão, nesta quarta-feira, suas candidaturas formais a uma cadeira na Otan, em um dos principais impactos políticos da invasão russa da Ucrãnia. A decisão, que muda uma postura histórica das duas nações sobre suas neutralidades militares, já possui o apoio de praticamente todas as nações da aliança, mas a objeção da Turquia pode atrasar ou mesmo, em último caso, inviabilizar o processo.

No caso finlandês, a oficialização veio após uma já esperada vitória do governo no Parlamento, que passou a medida por 188 votos a favor, oito contra e nenhuma abstenção.

— É um resultado excepcional, não esperava que fosse tão claro. A votação é clara, não há mais discussões, hoje à noite [terça-feira] vamos assinar nossa carta de candidatura à Otan — disse o ministro das Relações Exteriores da Finlândia, Pekka Haavisto.

A decisão ocorreu um dia depois de o Parlamento sueco também dar sinal verde à adesão, cujo formulário foi assinado nesta terça-feira pela chanceler Ann Linde, em cerimônia em Estocolmo. A expectativa é de que os dois governos apresentem suas candidaturas nesta quarta-feira, em Bruxelas, onde fica a sede da Otan.

— Estou feliz que tenhamos tomado o mesmo caminho e que possamos fazê-lo juntos — disse a repórteres o presidente finlandês, Sauli Niinsto, em entrevista coletiva ao lado da premier sueca, Magdalena Andersson.— Se há um avanço rápido aqui, isso ajuda a todo o processo e seus respectivos prazos. Isso é muito importante nesse contexto.

Na quinta-feira, líderes finlandeses e suecos se encontrarão com o presidente dos EUA, Joe Biden, em Washington, para discutir o processo de adesão.

Contudo, os dois países ainda enfrentam a oposição da Turquia, que os acusa de abrigarem integrantes de organizações consideradas terroristas por Ancara, como o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e apoiadores de Muhammed Fethullah Gülen, líder do chamado Movimento Gulenista e apontado pelos turcos como responsável pela tentativa de golpe de 2016.

Na entrevista coletiva, a premier sueca afirmou que pretende resolver qualquer problema que impeça o apoio de Ancara às candidaturas: no caso específco da Suécia, os turcos reclamam de um embargo imposto por Estocolmo à venda de determinados itens de defesa, uma medida relacionada à ofensiva militar do país no Norte da Síria, em 2019.

— Estamos buscando contato com a Turquia e preparados para viajar à Turquia para discutir e acertar questões em aberto que possam existir — afirmou.

Endurecimento de tom
Na segunda-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que os diplomatas suecos não precisam se incomodar em ir até a Turquia, e reiterou que não apoiará a entrada dos países na Otan.

— Nós não diremos sim a um país que impõe sanções à Turquia para que se junte à Otan — disse o presidente, em Ancara. — Eles [diplomatas suecos] virão à Turquia na segunda-feira. Eles virão nos convencer? Me perdoem, mas eles não deveriam nem se incomodar [em vir].

Esse endurecimento de tom de Erdogan foi notado por Niinsto: na entrevista coletiva, ele apontou que, há um mês, o presidente se dizia a favor da entrada dos dois países na aliança, mas que, na semana passada, o líder turco afirmou que “não era mais favorável” à ideia.

Fonte: globo.com

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