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Trump ameaça sobre “ataque massivo” contra o Irã

Em entrevista, Donald Trump afirmou considerar um ataque massivo ao Irã e destacou estar "totalmente preparado" para a ação

Por admin 23 de julho de 2026 3 min de leitura
Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos já havia ameaçado um "castigo militar" após ataques - (crédito: AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está prestes a decidir se ordenará um “ataque massivo” contra o Irã, em uma ofensiva que, segundo ele, seria mais ampla do que as ações militares já realizadas ao longo dos últimos meses de confronto com Teerã.

Em entrevista ao site Axios, Trump declarou que os EUA estão “totalmente preparados” para o cenário. “Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro já realizado. Estou perto de tomar uma decisão. Estamos totalmente preparados para isso.”

As declarações foram feitas nesta quinta-feira (23/7), enquanto o preço do petróleo voltou a ultrapassar a marca simbólica de US$ 100 por barril do Brent, referência internacional, em meio a projeções de que as cotações possam subir ainda mais.

Embora tenha reconhecido que uma ofensiva desse porte teria consequências, o republicano disse que ainda não tomou a decisão definitiva. Segundo ele, Israel “se juntaria em dois minutos se eu pedisse”, mas acrescentou: “Não precisamos de ninguém.”

A fala ocorreu após o presidente ameaçar aplicar uma “grande punição militar” ao Irã e aos houthis, grupo rebelde do Iêmen apoiado por Teerã, depois dos ataques contra dois navios-petroleiros sauditas no Mar Vermelho, na quarta-feira (23/7). A declaração foi feita na rede social Truth Social. 

Alertas da ONU

O agravamento da crise também motivou um alerta do secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, que afirmou ao Conselho de Segurança que o Oriente Médio está sendo levado ao “limite do inimaginável”, diante do risco crescente de ampliação do conflito.

Durante a reunião desta quinta-feira (23), Guterres advertiu: “A situação está saindo do controle. Ela está à beira do inimaginável. A região está sendo arrastada para um círculo cada vez maior de confrontação. Uma crise alimenta a outra. Uma escalada provoca a seguinte.”

Na sequência, ele destacou que os objetivos políticos dessas ofensivas se perdem em meio às escaladas do confronto. “À medida que essa dinâmica se espalha, os objetivos políticos ficam cada vez mais obscurecidos pelo próprio confronto.”

O que aconteceu

Na segunda-feira (20/7), os houthis anunciaram um bloqueio naval contra embarcações da Arábia Saudita em resposta a um ataque ao território controlado pelo grupo no Iêmen. A medida elevou a tensão no Oriente Médio, enquanto Omã tenta articular negociações entre Riad, representantes iemenitas e a ONU para conter a escalada do conflito.

Antes dos ataques, na quarta-feira (22/7), uma missão naval da União Europeia já havia alertado para o risco de ações dos rebeldes no Mar Vermelho e recomendado medidas de segurança às embarcações ligadas à Arábia Saudita, Estados Unidos e Israel. Com a confirmação dos ataques, o mercado de petróleo reagiu diante das ameaças a uma das principais rotas de exportação saudita, levando o barril do Brent a se aproximar de US$ 100.

Embora os houthis afirmem que o bloqueio é uma resposta aos desdobramentos da guerra civil no Iêmen, autoridades americanas relacionam a ofensiva ao confronto regional envolvendo o Irã. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou que o grupo foi influenciado por Teerã e defendeu uma redução das tensões.

 

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