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Lula chega a Nova York para Assembleia Geral da ONU

Por Redação 21 de setembro de 2026 4 min de leitura
Presidente Lula - Foto: Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Nova York na noite deste domingo (20) para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas).

Tradicionalmente, o presidente brasileiro é o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura da cúpula, marcada para terça-feira (22).

Em briefing à imprensa, o Itamaraty afirmou que o presidente deve defender a soberania nacional e o próprio presidente Lula disse que deve pedir que os EUA não interfiram nas eleições

Apesar das críticas recentes ao governo de Donald Trump, Lula não deve citar nominalmente o presidente norte-americano no discurso. O Brasil acusa os Estados Unidos de violação à soberania nacional desde o primeiro tarifaço aplicado pela Casa Branca aos produtos brasileiros no ano passado.

O que Lula deve dizer na ONU

A diplomacia brasileira nega que Lula vá utilizar o discurso em tom eleitoral. A previsão é de que o presidente defenda as instituições e rejeite interferências estrangeiras nos assuntos domésticos brasileiros, mas sem mencionar diretamente a crise entre ministros do STF.

A fala também deve tratar do cenário internacional, com críticas ao crescimento dos conflitos globais e defesa de negociações de paz. Lula deve abordar ainda os efeitos das guerras sobre a economia mundial, incluindo a produção e o preço dos alimentos.

O presidente também pretende alertar para o avanço da corrida armamentista e para a disputa internacional pelo controle de recursos naturais estratégicos.

Na agenda ambiental, Lula deve citar a COP30 e apresentar o Brasil como defensor de um modelo de desenvolvimento que combine crescimento econômico e preservação ambiental.

A regulação das plataformas digitais também deve aparecer no discurso, com referências ao ECA Digital, à proteção de crianças e mulheres e aos desafios impostos pelo avanço da inteligência artificial.

Combate ao crime organizado

O combate ao crime organizado transnacional deve ganhar espaço na fala de Lula, diante das recentes acusações de Trump contra o Brasil.

O presidente brasileiro deve citar medidas adotadas pelo país no enfrentamento aos grupos criminosos, incluindo acordos de cooperação firmados com os Estados Unidos.

Em documento enviado ao Congresso norte-americano, Trump afirmou que o governo brasileiro falhou ao confrontar o PCC e o CV e declarou que o país precisa tomar medidas agressivas para confrontar e derrotar os grupos antes que eles se espalhem e cresçam.

Para a equipe diplomática de Lula, as acusações feitas pela Casa Branca contra o Brasil sobre o crime organizado são uma “fórmula” que “tem embutido outros interesses”.

Possível encontro com Trump

Não há, até o momento, reunião bilateral agendada entre Lula e Trump, nem pedido formal dos governos para um encontro. O Palácio do Planalto, porém, aposta na possibilidade de um contato informal entre os dois presidentes durante a cerimônia.

Lula abre os discursos dos chefes de Estado e Trump fala logo depois. A organização da sessão pode favorecer um encontro entre os dois enquanto um deixa a área reservada e o outro se prepara para entrar.

No ano passado, em situação semelhante, Trump afirmou ter tido uma “excelente química” com Lula. A conversa rápida abriu um canal de diálogo que posteriormente resultou em outros encontros, na Malásia e na Casa Branca, além de telefonemas.

Auxiliares de Lula afirmam que a relação entre os presidentes permanece preservada, apesar das dificuldades nas conversas entre integrantes dos dois governos.

Com informações da cnnbrasil

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