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Na COP31, Lula vai defender a democracia e destacar avanços do clima

Ministra revela estratégia do presidente para apresentar resultados concretos contra o desmatamento e debater o avanço democrático global

Por admin 6 de novembro de 2026 2 min de leitura
Presidente Lula em evento no Ministério de Minas e Energia antes de sua participação na COP31, onde abordará a agenda climática - (crédito: Ricardo Stuckert)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar a participação na COP31, na Turquia, para abordar a situação das democracias liberais ao redor do mundo. O posicionamento foi informado pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ao avaliar que a vitória eleitoral do petista tem relevância em um cenário internacional no qual a onda de direita está refluindo.

De acordo com a ministra, a cúpula climática representa a primeira agenda internacional para expor o significado do resultado político do Brasil perante a democracia mundial.

A manifestação ocorreu durante entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira (6/11), no Ministério de Minas e Energia, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O presidente participou das discussões do conselho, mas saiu antes do pronunciamento dos ministros aos jornalistas.

Resultados ambientais e metas de emissões

Na conferência, Lula pretende focar a apresentação em resultados concretos, mantendo a postura de porta-voz sobre a urgência do enfrentamento climático. A intenção da administração brasileira é seguir o princípio de liderar pelo exemplo.

O centro da mensagem do presidente envolverá a redução das emissões e a proximidade do desmatamento zero. A gestão federal afirma que atinge as metas das NDCs e pretende qualificar o significado prático da redução de 560 milhões de toneladas de emissões.

Previsão sobre combustíveis fósseis

Miriam Belchior contestou relatos da imprensa que apontavam a apresentação imediata de propostas para encerrar o uso de combustíveis fósseis durante a cúpula. A ministra negou a existência de promessa do presidente ou do governo para entregar esse planejamento no evento atual.

A previsão informada é apresentar no próximo ano o mapa do caminho voltado ao afastamento dessas fontes energéticas. O compromisso assumido envolve fixar critérios, prioridades e parâmetros para desenhar o plano, classificado pela ministra como uma meta complexa de longo prazo.

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