O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou, nesta terça-feira (16), com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, à margem da reunião da cúpula do G7, em Évian, na França.
Segundo o Palácio do Planalto, os líderes trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas pela União Europeia.
No encontro, eles definiram um mecanismo bilateral entre o Ministério das Relações Exteriores do Brasil e funcionários da Comissão Europeia.
“O Itamaraty irá trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão para identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos. Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu Lula nas redes sociais.
Hoje me reuni com a presidenta da Comissão Europeia, Ursula @vonderleyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa (@eucopresident). Tratamos de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela União… pic.twitter.com/228asBTA3V
— Lula (@LulaOficial) June 16, 2026
UE veta carnes brasileiras
A União Europeia oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.
Anunciada poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE.
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.




