Após uma espera de mais de três anos, a escritora E. Jean Carroll recebeu oficialmente o pagamento de US$ 5.625.005,48 (quase R$ 30 mi) referente à indenização por abuso sexual e difamação devida pelo ex-presidente Donald Trump. O montante, que inclui juros acumulados, foi transferido de uma conta de custódia do tribunal para os advogados da autora nesta terça-feira (14).
A liberação dos fundos ocorre após uma série de tentativas da defesa de Trump para bloquear o pagamento. O caminho para o desembolso foi aberto no fim de junho, quando a Suprema Corte se recusou a analisar o recurso do ex-presidente sobre o caso. Mesmo após essa decisão, os advogados de Trump tentaram uma última manobra para manter o dinheiro retido, mas o juiz federal Lewis Kaplan rejeitou o adiamento.
Carroll celebrou o desfecho em seu blog pessoal com a mensagem “The Eagle Has Landed” (A águia pousou) e afirmou que a vitória pertence a “todas as mulheres do mundo”. Sua advogada, Roberta Kaplan, destacou que o pagamento é o resultado direto de um veredito unânime de 2023, que considerou Trump culpado de abusar sexualmente de Carroll em uma loja em 1996 e de difamá-la posteriormente.
Por outro lado, a equipe jurídica de Trump manteve as críticas ao processo, classificando-o como uma “caça às bruxas” e uma “farsa financiada por democratas”. A defesa havia argumentado contra a liberação do dinheiro alegando que Carroll doaria os fundos, o que tornaria o valor irrecuperável caso os recursos de Trump tivessem sucesso. Carroll, no entanto, esclareceu que usará o valor para sua aposentadoria.
Próximos passos judiciais
Embora este capítulo de US$ 5,6 milhoões tenha sido encerrado, a disputa judicial entre as partes continua. Donald Trump ainda recorre de uma segunda condenacão, ocorrida em janeiro de 2024, que o obriga a pagar outros US$ 83 milhões (aproximadamente R$ 450 milhões) por declarações difamatórias adicionais feitas contra a escritora. Este segundo caso também deve ser levado à Suprema Corte pela defesa do ex-presidente.




