O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (14/7) que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos provenientes de navios que circulem pelo Estreito de Ormuz, conforme havia anunciado na segunda-feira (13/7). O norte-americano disse que vai “substituir” o imposto por acordos comerciais e de investimento com “vários países” do Golfo Pérsico. De acordo com o presidente, entretanto, o bloqueio naval será mantido.
Na segunda-feira (13/7), após nova rodada de ofensivas com o Irã, Trump afirmou que os Estados Unidos “tomariam o controle” do Estreito de Ormuz, uma das maiores rotas globais de petróleo e gás, localizada na região costeira do Irã.
Além disso, o republicano anunciou que os EUA passariam a cobrar uma taxa de 20% sobre os valores de produtos movimentados por navios que passam pelo canal. O anúncio foi responsável pro provocar alta no preço do petróleo, que atingiu o maior nível em um mês.
“Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% devida aos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que vários Estados do Golfo realizarão nos EUA”, escreveu na rede social Truth Social.
O presidente dos EUA, porém, não detalhou quais países do Golfo Pérsico participariam do acordo. Entretanto, Trump disse que “investimentos giganetscos” seriam feitos pelos governos, nos Estados Unidos, para compensar a taxa que o americano queria impor em Ormuz.
“Não acho que alguém deva poder cobrar uma taxa. (…) Não gosto dessa ideia, mas, ao mesmo tempo, não é justo que estejamos protegendo este estreito para o mundo inteiro”, declarou.
Até o momento de publicação desta reportagem nenhum governo do Golfo Pérsico havia confirmado os acordos.
Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã firmaram um acordo para por fim à guerra. O tratado estabelecia um essar-fogo e abria um período de 60 dias para negociar pontos finais para a paz total. Na última semana, no entanto, o armistício foi abandonado.
Bloqueio naval será mantido
Embora tenha deixado a taxa de 20% de lado, o republicano afirmou que a estratégia dos EUA de retomar o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, previsto para esta terça (14/7), continua nos planos.
Segundo ele, o bloqueio será exclusivo a embarcações iranianas e ao longo da costa. As Forças Armadas norte-americanas anunciaram que um novo bloqueio, formado por navios militares, começaria nesta tarde.
Antes do conflito, aproxidamente 20% de todo o petróleo e gás comercializados no planeta passavam pela área. O acordo de paz assinados por EUA e Irã, agora abandonado, previa que o caminho fosse reaberto, sem nenhuma taxa, durante 60 dias. Nesse tempo, Irã, Omã e países do golfo deveriam negociar a administração da rota.




