O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve usar a participação na COP31, na Turquia, para abordar a situação das democracias liberais ao redor do mundo. O posicionamento foi informado pela ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, ao avaliar que a vitória eleitoral do petista tem relevância em um cenário internacional no qual a onda de direita está refluindo.
De acordo com a ministra, a cúpula climática representa a primeira agenda internacional para expor o significado do resultado político do Brasil perante a democracia mundial.
A manifestação ocorreu durante entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira (6/11), no Ministério de Minas e Energia, após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O presidente participou das discussões do conselho, mas saiu antes do pronunciamento dos ministros aos jornalistas.
Resultados ambientais e metas de emissões
Na conferência, Lula pretende focar a apresentação em resultados concretos, mantendo a postura de porta-voz sobre a urgência do enfrentamento climático. A intenção da administração brasileira é seguir o princípio de liderar pelo exemplo.
O centro da mensagem do presidente envolverá a redução das emissões e a proximidade do desmatamento zero. A gestão federal afirma que atinge as metas das NDCs e pretende qualificar o significado prático da redução de 560 milhões de toneladas de emissões.
Previsão sobre combustíveis fósseis
Miriam Belchior contestou relatos da imprensa que apontavam a apresentação imediata de propostas para encerrar o uso de combustíveis fósseis durante a cúpula. A ministra negou a existência de promessa do presidente ou do governo para entregar esse planejamento no evento atual.
A previsão informada é apresentar no próximo ano o mapa do caminho voltado ao afastamento dessas fontes energéticas. O compromisso assumido envolve fixar critérios, prioridades e parâmetros para desenhar o plano, classificado pela ministra como uma meta complexa de longo prazo.




