O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirou, nesta sexta-feira (11), o sigilo de mais processos ligados às investigações sobre o Banco Master.
O dinheiro teria sido administrado depois pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Pedido da PGR
A decisão atendeu a um pedido da PGR (Procuradoria Geral da República), que havia solicitado a abertura de todo o processo. Mendonça foi além e incluiu mais 21 por conta própria.
O órgão argumentou que a lista de processos liberada por Mendonça na 5ª feira (10.set) deixava de fora boa parte dos procedimentos centrais da Compliance Zero, o que passaria uma noção distorcida de transparência. Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin fizeram pedidos semelhantes a Fachin.
Também saem do sigilo processos que atingem:
Ciro Nogueira (PP-PI): apura atuação do senador no Congresso em favor do Master e de Vorcaro, com indícios de repasses financeiros –o que ele nega;
Jaques Wagner (PT-BA): outra ramificação até então mantida em segredo;
Cláudio Castro, ex-governador do Rio: investigação sobre uma transferência de R$ 3,6 bilhões feita pelo Rioprevidência ao Banco Master.
Mais cedo, o presidente do STF, Edson Fachin, havia dado 24 horas para que o relator enviasse a íntegra dos autos da operação Compliance Zero e da petição 15.556 à Presidência da Corte e aos gabinetes de todos os ministros.
Da Redação




