Wagner Moura falou sobre as tensões entre imigrantes e o ICE, órgão de imigração dos Estados Unidos. O ator, indicado ao Oscar por “O Agente Secreto”, afirmou ter medo de encontrar com agentes da imigração na rua.
“Estamos atravessando um momento muito feio; até eu tenho medo de me deparar com o ICE. Digo isso porque reajo de maneira explosiva quando vejo uma situação de injustiça ou de autoritarismo diante dos meus olhos”, disse, ao El País.
Para ele, agentes do ICE podem matá-lo caso reaja de forma enérgica. “E agora não sei se conseguiria fazer isso, porque esses caras podem te matar, como vimos”, disse.
O ator ainda fez um comparativo entre Brasil e Estados Unidos, afirmando que regimes autoritários atacam artistas, jornalistas e intelectuais. “Vivemos tempos muito tristes. É curioso como se repetem os mesmos padrões que ocorreram no Brasil. Por exemplo, demonizar os atores, os artistas, os jornalistas e as universidades”, pontuou.
Para Wagner Moura, o Brasil passou pelo mesmo que os Estados Unidos passaram agora. “A extrema-direita no Brasil foi muito eficaz em transformar, diante das pessoas, os artistas brasileiros em inimigos do povo. Com um discurso com mensagens como a de que essa gente vive do dinheiro público. Ou como conseguiram fazer com que a verdade desaparecesse”, explicou.




