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Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro

Por Redação 21 de outubro de 2026 3 min de leitura
Presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

A coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Tribunal Superior Eleitoral a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL). A aije (ação de investigação judicial eleitoral) foi protocolada às 20h34 desta 4ª feira (21) e trata de possível abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

O grupo também solicita 8 anos de inelegibilidade para Flávio, Pablo Marçal e Tallis Gomes. A ação atribui à campanha de Flávio possíveis irregularidades relacionadas ao uso de inteligência artificial, à distribuição de conteúdo nas redes e a pagamentos à empresa Elytron.

Segundo a ação, os sistemas de recomendação, as ferramentas de inteligência artificial e a revisão de anúncios da Meta (dona de Instagram, Facebook e WhatsApp) e do X favoreceram repetidamente a candidatura do PL e prejudicaram a de Lula. As duas empresas são citadas como terceiras interessadas, mas o pedido de cassação não é dirigido a elas.

A ação foi distribuída ao corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva. O 2º turno é no domingo (25.out.2026).

O que diz a ação
A coligação afirma que o caso não trata do que um candidato disse, mas de quem decide o que o eleitor vê.

A petição cita:

rede de 255 perfis com conteúdo sintético, que fez 1.204 publicações e somou 58,6 milhões de visualizações em um mês;
perfil de Flávio com 2,96 vezes mais interações por publicação do que o de Lula na 1ª semana do 2º turno, apesar de ter 17,2% menos seguidores;
ferramentas de inteligência artificial da Meta e do X que produzem peças com “Flávio 22” e recusam o pedido equivalente com “Lula 13”;
conta de anúncios da campanha de Lula desativada antes do 1º turno, e 1.121 relatos de restrição de alcance ou banimento de perfis de apoio;
1.613 anúncios eleitorais pagos em moeda estrangeira, com até R$ 2 milhões recebidos pela Meta e até 171,1 milhões de impressões, segundo relatório do NetLab, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).
A petição também cita pagamento de R$ 600 mil da campanha de Flávio à empresa Elytron. Segundo reportagem do site Intercept Brasil, a empresa de cibersegurança tentou vender fora do país um sistema que utiliza inteligência artificial para manipular eleições.

Os pedidos
A coligação quer decisões provisórias antes do 2º turno, em 5 blocos:

preservação de registros da Meta e do X, com multa diária de R$ 100 mil

por empresa;

proibição de tratamento desigual entre os candidatos até as 23h59 de domingo (25.out.2026), com multa diária de R$ 1 milhão por plataforma;

esclarecimentos técnicos das empresas em 48 horas;

novas medidas, a serem analisadas depois dessas respostas;

recomposição do alcance pago que a campanha de Lula diz ter perdido em 9 e
10 de outubro, até as 23h59 de sábado (24.out.2026). Uma das alternativas

é a concessão de créditos de impulsionamento de R$ 7 milhões.

Da Redação

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