O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a falar sobre o fim da escala 6×1 na chegada ao Congresso, nesta quarta-feira (7). Ele reafirmou que está cumprindo o acordo firmado antes das eleições com os parlamentares.
Segundo ele, ficou acertado que a PEC só iria à votação após as eleições, mas se referindo apenas ao pleito por uma vaga no Senado. Como passou o primeiro turno das eleições, ele colocou o texto em discussão entre essa e a próxima semana, para a votação acontecer em seguida.
Alcolumbre rebateu críticas feitas por governistas nos bastidores de que é importante que ele acelere esse processo para que a PEC tenha a votação concluída antes do dia 25, data do segundo turno.
O senador disse que não tem como abreviar os processos e que isso só é possível com a apresentação de um requerimento para quebra de interstício, o que ainda não aconteceu.
O presidente do Senado disse ainda que uma vez apresentado um pedido, ele delibera, ou seja, coloca a solicitação para votação em plenário.
No estágio em que a PEC está, só é possível aprovação em primeiro turno. Para votação em segundo turno, segundo o regimento, são necessários cinco dias úteis mais três sessões.
Quebra de interstício
A senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder do governo na casa, declarou a jornalistas no Salão Azul do Senado, que os parlamentares governistas estão colhendo assinaturas para apresentar à mesa diretora um pedido de calendário especial para tramitação em plenário da PEC que prevê o fim da escala 6×1.
A solicitação incluí a quebra de interstício, mencionada por Alcolumbre. A interstício é o intervalo regimental entre sessões de votação em primeiro e segundo turnos de propostas de emenda à Constituição. A previsão é de que o documento seja apresentado nesta quinta-feira (8).




