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Gerente de banco é presa por desvio de R$ 2,1 milhões de contas de idosos

Esquema em Miguelópolis usava empréstimos e transferências fraudulentas em contas de vulneráveis

Por admin 30 de setembro de 2026 3 min de leitura
Dinheiro, Real Moeda brasileira

Uma funcionária do banco Santander foi presa em flagrante pela Polícia Civil de São Paulo, na última segunda-feira (28), sob a suspeita de liderar um esquema que desviou R$ 2,1 milhões de clientes vulneráveis. Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, atuava na agência do município de Miguelópolis, no interior paulista, e teria efetuado as movimentações ilícitas entre os anos de 2024 e 2026. A reportagem não localizou a defesa dos citados.

De acordo com o boletim de ocorrência, a suspeita valia-se do cargo de gerência para realizar saques indevidos, contratar empréstimos não autorizados e efetuar transferências a partir de contas pertencentes a pessoas com pouca familiaridade com ferramentas digitais — majoritariamente idosos sob curatela. Em um único caso, o prejuízo estimado atingiu a cifra de R$ 1.765.884,23.

Triangulação financeira e apreensões

O namorado da bancária, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56 anos, também foi detido por suspeita de coautoria nos desvios. As investigações apontam que Adilson cedia sua conta física e a de sua empresa (Adilson Coelho de Paula ME) para a realização de transferências triangulares, simulações de pagamentos de salários e prestação de serviços, além de saques recorrentes de somas expressivas em espécie na própria agência.

Mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos pela equipe da Delegacia de Miguelópolis, com o apoio da Seccional de Franca, expedidos pela Vara Regional das Garantias de Ribeirão Preto. Durante as diligências nos endereços dos investigados, os agentes apreenderam notebooks, tablets, celulares, cartões, carimbos, documentos bancários, bilhetes de loteria e valores em espécie — incluindo R$ 4.332 localizados diretamente com o dentista.

Em nota oficial, o Santander informou que sua divisão de inteligência colabora ativamente com a Polícia Civil desde o início das apurações e garantiu que nenhum cliente arcará com prejuízos financeiros, ressaltando a eficácia de seus mecanismos internos na identificação de desvios de conduta. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) confirmou que a prisão do casal foi mantida após audiência de custódia realizada na terça-feira (29).

Histórico de violência doméstica

O histórico do casal revela episódios anteriores de agressão registrados pela Justiça. Em agosto de 2026, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) ofereceu denúncia formal contra Adilson Coelho de Paula por crimes de violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo.

O caso denunciado ocorreu em 21 de dezembro de 2025, ocasião em que o dentista agrediu Vanessa com chutes, empurrões e tentativa de esganadura motivado por ciúmes. O boletim da época descreve ainda que Adilson ameaçou a companheira de morte apontando para uma pistola calibre .380 sobre o sofá. Na ocasião, a bancária realizou exames periciais e solicitou medidas protetivas de urgência com base na Lei Maria da Penha para o afastamento do agressor.

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