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Israel compara ataque de copiloto em voo de Dubai a “novo 11/9”

Tripulação emitiu alertas de emergência e interferência ilícita a bordo; passageiros assumiram controle da aeronave

Por admin 30 de setembro de 2026 4 min de leitura
Durante a disputa na cabine, o copiloto atacou o comandante com uma navalha e tentou fazer a aeronave despenhar-se em pleno voo - (crédito: Reprodução/redes sociais)

Autoridades israelenses abriram uma investigação por terrorismo após o copiloto de um avião da Flydubai esfaquear o comandante e tentar assumir o controle da aeronave, que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel. Segundo o Canal 12, uma autoridade israelense comparou o episódio aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

“Um piloto esfaqueou o outro e tentou provocar um 11 de Setembro”, disse o porta-voz. 

A avaliação foi feita depois que o Boeing 737 Max 8 precisou ser desviado para Tabuk, na Arábia Saudita. A aeronave transportava 174 passageiros, entre eles 27 crianças.

O voo havia decolado pouco antes das 7h desta quarta-feira (30/9) e seguia a cerca de 34 mil pés de altitude quando, aproximadamente duas horas e meia após a partida, houve uma disputa dentro da cabine. De acordo com o Canal 12, o copiloto atacou o piloto várias vezes e tentou assumir os comandos da aeronave.

Os nomes dos dois não foram divulgados. As informações iniciais indicam que o copiloto seria de Omã e o comandante, dos Emirados Árabes Unidos.

A violência dentro da cabine provocou momentos de pânico entre os passageiros. Um deles relatou à I24 News que temeu que o avião caísse ou que as pessoas a bordo fossem mortas. “Ou iríamos cair ou seríamos assassinados”. 

Na avaliação do passageiro, a situação se assemelhava a um atentado: “Foi como um ataque terrorista em pleno voo”.

Outra passageira afirmou que os ocupantes perceberam a gravidade do que ocorria quando a cabine foi aberta. “Ouvimos gritos. Depois abriram a cabine e vimos sangue, alguém tinha esfaqueado o piloto com uma navalha”.

Queda de altitude e pouso na Arábia Saudita

Durante a ocorrência, o avião perdeu quase 20 mil pés de altitude em poucos minutos. A tripulação emitiu inicialmente o código internacional 7700, usado para indicar uma emergência geral, enquanto a aeronave fazia uma manobra próxima à fronteira entre Jordânia e Arábia Saudita.

Pouco depois, foi transmitido o código 7500, relacionado a situações de interferência ilícita a bordo.

Pilotos que viajavam como passageiros assumiram os controles e conseguiram estabilizar a aeronave. O Boeing permaneceu no ar por cerca de uma hora após o início da ocorrência, voando próximo aos 15 mil pés antes de começar a aproximação para o Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk.

A aeronave pousou em segurança. Segundo a administração do aeroporto civil-militar, piloto e copiloto foram levados ao hospital com diferentes ferimentos.

O episódio também despertou receios de repetição de ataques contra aeronaves comerciais, incluindo referências ao sequestro de um voo da Air France com destino a Paris, em julho de 1976.

Ben-Gvir chama copiloto de “terrorista”

O ministro israelense Itamar Ben-Gvir classificou o episódio envolvendo o voo FZ1073 como um ataque praticado por um “terrorista”. Para ele, a tentativa de tomar o controle da aeronave deve ser entendida dentro do conjunto de ameaças enfrentadas por Israel.

Nas redes sociais, Ben-Gvir relacionou o caso aos conflitos envolvendo Irã, Líbano, Gaza e Judeia e Samaria.

“Temos emos de continuar até alcançarmos uma vitória total no Irão, no Líbano, em Gaza e na Judeia e Samaria. A ideia ingénua de que os nossos inimigos valorizam a vida e de que devemos ter misericórdia deles recebeu mais um lembrete esta manhã, na forma de um terrorista que planeava fazer um avião despenhar-se e assassinar os 180 israelitas a bordo.”

Ben-Gvir lidera o partido de extrema-direita Poder Judaico e é conhecido por posições que já levaram 12 países ocidentais a impor sanções contra ele.

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