Ao falar sobre o abastecimento de água no Piauí durante debate realizado nesta quarta-feira (02), o governador e candidato à reeleição, Rafael Fonteles (PT), destacou os avanços na área, reconheceu que ainda há desafios a serem enfrentados. Ele anunciou a previsão de R$ 2 bilhões em investimentos para o infraestrutura hídrica e saneamento para os próximos anos, caso conquiste a vitória nas eleições.
Rafael pontuou que o abastecimento de água é um desafio secular, mas que tem sido tratado com prioridade na sua gestão. “Nós avançamos muito na questão hídrica. Agora, reconhecemos que ainda tem muito a ser feito e temos a meta de investir R$ 2 bilhões em barragens, adutoras, sistemas simplificados, cisternas e sistemas de dessalinização. Vamos continuar avançando nesse tema, que é prioritário para cerca de 10% da população do Piauí, que ainda sofre com o abastecimento de água”, afirmou.
Dentre as metas do candidato estão a conclusão de adutoras e barragens prioritárias incluídas no Novo PAC, ampliação de sistemas permanentes de abastecimento em comunidades rurais e monitoramento, por meio de painel estadual atualizado, o cumprimento das metas contratuais de água e esgoto. O plano estabelece ainda a implantação de 25 mil cisternas para consumo humano e de pelo menos 100 sistemas de dessalinização, com apoio do Governo Federal.
Rafael Fonteles também respondeu a uma denúncia apresentada durante o debate sobre uma suposta cobrança irregular pela concessionária Águas do Piauí. O governador afirmou que o caso deverá ser fiscalizado e, se constatada alguma irregularidade, corrigido. “O contrato não prevê esse tipo de atitude e, se está acontecendo, terá que ser apurado e devidamente corrigido”, disse.
Em outro momento do debate, Rafael Fonteles também rebateu críticas de um dos adversários sobre a falta de água no semiárido e citou a passagem do senador Ciro Nogueira pela Casa Civil do governo Bolsonaro. “O Piauí teve o ministro da Casa Civil do presidente Bolsonaro e não resolveu o problema de abastecimento de água em todo o estado. O senador Ciro Nogueira não conseguiu, como ministro da Casa Civil, resolver um problema que é secular. Nós, por outro lado, já avançamos muito, mas reconhecemos que ainda há muito a ser feito”, finalizou.




