O presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria prometido a realização da final da Copa do Mundo de 2030 ao Marrocos em troca de apoio político para sua reeleição, segundo revelou o jornal britânico The Times. Em resposta ao veículo, a Fifa rechaçou a acusação.
“É falso e enganoso afirmar que o Presidente da Fifa tenha feito qualquer promessa em relação à realização da Final da Copa do Mundo FIFA de 2030. Uma decisão será tomada pela FIFA no momento apropriado.”.
Pressionado e perdendo apoio de dirigentes após o fracasso do plano de criar a Fifa Forward Enterprise (FFE) — empresa vinculada à entidade que receberia investimentos privados —, o cartola ítalo-suíço busca se fortalecer para o pleito previsto para março de 2027. Diante da crise provocada pela desistência do projeto, a Federação Real Marroquina de Futebol manteve-se ao lado do dirigente, renovando publicamente seu apoio a Infantino e a “todas as iniciativas destinadas a fortalecer e desenvolver o futebol em nível mundial”.
A aproximação entre o presidente da Fifa e o país africano ganhou contornos ainda mais estratégicos. A reunião de emergência para conter o desgaste interno na entidade foi convocada para esta quarta-feira (5) justamente em Rabat, capital do Marrocos. A cidade também sediará o próximo congresso da entidade, em março do ano que vem, evento no qual será escolhido o novo mandatário do futebol mundial.
Coanfitrião do Mundial de 2030 ao lado de Espanha e Portugal, o Marrocos trabalha para sediar a decisão da competição. O país constrói na província de Benslimane, nos arredores de Casablanca, o Grand Stade Hassan II. Projetado para comportar 115 mil torcedores, o local pretende se tornar o maior estádio do mundo e abrigar o jogo decisivo do torneio.




