O Brasil está preparado para enfrentar possíveis efeitos do El Niño em 2026, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em reunião ministerial sobre o assunto realizada nesta quarta-feira (29), em Brasília
“Se ele vai acontecer de forma grave, nós estamos preparados. Se não acontecer, valeu a intenção de se preparar para enfrentar alguma coisa. O duro é quando acontece alguma coisa e ninguém está preparado”, disse o mandatário em parte do encontro aberta a jornalistas.
A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, apresentou hoje um plano federal com uma série de medidas preventivas relacionadas a efeitos do El Niño e de combate a impactos da mudança do clima, incluindo investimentos bilionários do Novo PAC e repasses especiais ao Rio Grande do Sul após as enchentes que assolaram o estado em 2024.
Ações do governo federal voltadas ao El Niño:
Prevenção e combate a incêndios;
Medidas contra desmatamento e para financiamento climático;
Segurança hídrica;
Energia elétrica;
Dragagens;
Prevenção a desastres provocados por chuvas intensas;
Resposta a desastres.
O fenômeno climático se caracteriza pelo aumento anômalo da temperatura das águas superficiais do Oceano Pacífico. O indicativo de ocorrência do El Niño é definido a partir de uma alta de pelo menos 0,5ºC em relação à média climatológica.
“Estamos pedindo a Deus que não aconteça”, completou Lula. “Se não acontecer, a gente pode ter produção agrícola melhor, mais energia, mais reserva de água. A gente não quer que aconteça. Como não está sob nosso controle, o que fizemos foi nos preparar”, continuou o presidente.
O petista pediu a Belchior que o governo avalie a possibilidade de organizar uma teleconferência com todos os prefeitos de cidades brasileiras para que o plano federal sirva de “estímulo” para ações locais, com apoio da União.
“Se o prefeito estiver envolvido, a chance de evitar desgraça é muito maior. Ele está no território, sabe onde está o problema, onde pode faltar água, onde pode pegar fogo, onde pode ter dificuldade”, reforçou Lula, indicando que o planejamento do governo também pode ser compartilhado com outros países.
Com informações da Reuters




