O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (10) que o Irã solicitou a retomada das negociações entre os dois países após a intensificação dos ataques nos últimos dias. Em suas redes sociais, ele disse que concordou com a volta das conversas, mas destacou que reafirmou ao país persa o fim do cessar-fogo.
A nova postura de Washington sinaliza uma estratégia de “pressão máxima”, onde o diálogo não impede a ação militar direta. Trump justifica a retomada das operações como uma retaliação necessária ao bombardeio de navios realizado pelo Irã, alertando que qualquer nova agressão terá consequências “muito piores”.
O impasse central permanece a liberdade de navegação pelo Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo mundial. Enquanto o governo Trump exige livre circulação, Teerã insiste na imposição de um “pedágio” para o tráfego de embarcações na região, proposta rejeitada terminantemente pelos EUA.
Nos últimos dois dias, pelo menos 170 alvos foram bombardeados pelas forças norte-americanas, o que inclui pequenas embarcações iranianas, sistema de defesa aérea, depósito de mísseis e drones, além de estrutura de vigilância costeira e logística militar.
Os principais alvos foram ao longo da costa iraniana, exatamente para tentar reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Já são 14 mortos e 78 feridos, segundo o ministério da saúde do Irã. Mas o país persa respondeu atacando bases americanas no Kuwait, no Catar e no Bahrein.
Alvos legítimos
Diante dos recentes atraque dos EUA, o Irã afirmou que vai considerar alvos legítimos quaisquer países que derem apoio às operações militares dos Estados Unidos contra seu território, enquanto a diplomacia iraniana mantém contatos com governos da região para discutir a escalada das tensões.
Em publicação da agência estatal iraniana Fars News no Telegram, citando fontes militares e dados de serviços de rastreamento de voos, Teerã alegou que caças americanos receberam apoio logístico a partir de bases no Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Jordânia durante os ataques dessa semana.
A reportagem também menciona o suposto emprego de aviões-tanque e o uso de bases militares americanas nesses países. As alegações não foram corroboradas de forma independente, e, segundo a própria publicação, os Emirados Árabes Unidos não confirmaram nem negaram o suposto envolvimento.





