A operação da Polícia Federal contra um grupo que teria movimentado R$ 10 bilhões e é suspeito de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas prendeu hoje a secretária Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, uma das sancionadas pelos EUA por suposto elo com o PCC.
O empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada também é alvo de mandado de prisão, mas é considerado foragido. Shimada, que também foi sancionado pelos EUA, é descrito pelo Tesouro dos EUA como o “elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais”. Seria ele o responsável por lavar mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos em diversas cidades dos EUA, e, de acordo com as autoridades americanas, ele utilizaria criptomoedas para transferir o dinheiro lavado de volta ao Brasil, para o PCC.
Já Stella é parente de Shimada, além de ter atuado como sua secretária, e teria cabido a ela transportar grandes somas de dinheiro em espécie além de outras operações logísticas para a lavagem de dinheiro. Mandados de busca e apreensão também são cumpridos contra os dois.
Em nota, o advogado de Victor Henrique de Oliveira Shimada afirmou que ainda não dispõe de acesso às decisões judiciais nem aos elementos que fundamentaram a operação. “Nesse contexto, qualquer manifestação sobre os fatos ou sobre o objeto da investigação seria precipitada. Tão logo tenha acesso aos autos e às informações oficiais, a defesa realizará a análise técnica do caso e adotará as medidas jurídicas que entender cabíveis”, afirma o advogado Yuri Cruz
Sanções dos EUA
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou na quarta-feira (1º) a imposição de sanções aos dois e a três empresas brasileiras “devido aos seus vínculos com a maior organização criminosa da América Latina, o Primeiro Comando da Capital (PCC), sediado no Brasil”, segundo o comunicado do órgão.
As medidas foram determinadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), a quem cabe aplicar medidas de punição financeira contra instituições com ligação com facções criminosas listadas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). CV e PCC foram designadas como FTOs pelo governo Trump no mês passado, apesar do posicionamento contrário à designação do atual governo brasileiro.
Com informações da Reuters




