O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (17), após o fim da cúpula do G7, na França, que não pediu um encontro bilateral com seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, no evento, pelo fato de os países estarem em negociação sobre as ameaças americanas de impor novas tarifas contra o Brasil.
“Ele [Trump] foi muito desaforado e agiu como imperador do mundo”, declarou o brasileiro em coletiva de imprensa em Genebra.
Lula também comentou o caso de o governo Trump ter declarado as facções nacionais Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O chefe de Estado destacou que enviou por escrito diversas observações sobre esse e outros temas ao americano, “que fala muito e ouve pouco”.
“Escrevi a ele que todas as armas que a Polícia Federal apreende no Brasil vêm de Miami, nos EUA”, disse Lula, acrescentando que as facções inseridas na lista de terroristas de Washington “são criminosas para o povo brasileiro, não para o mundo”.
Por fim, Lula rebateu comentários de Trump a respeito da família Bolsonaro, ao criticar a sentença de prisão do ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a elogiar o apoio de parte do eleitorado pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à presidência.
“Ele pode gostar dos Bolsonaros o quanto quiser. O que não pode é interferir nas eleições no Brasil”, frisou Lula ao mencionar “a soberania dos países”.




