A PGR (Procuradoria-Geral da República) rejeitou nesta segunda-feira (15) a proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A decisão foi tomada após a Polícia Federal também ter negado pela segunda vez uma sugestão do ex-banqueiro de firmar um acordo, na última quinta-feira (11).
Procurada para comentar a negativa da PGR, a defesa de Vorcaro não se manifestou até a publicação desta reportagem.
O argumento da PGR é que não há elementos novos na delação, apenas muito “ouvi dizer que aconteceu”, e que Vorcaro não se comprometeu efetivamente com a devolução de valores.
O órgão liderado pelo procurador-geral Paulo Gonet vinha adotando uma posição mais cautelosa que a PF em relação às tratativas, mas também via problemas nas sugestões feitas por Vorcaro, como a dificuldade em apresentar provas que corroborassem os seus relatos.
Ao rejeitar a delação, a PGR também opinou sobre um pedido de prisão domiciliar da defesa, apontando que o Supremo decidiu pela prisão de Vorcaro.
Para o procurador-geral, cabe ao STF decidir um local que seja adequado para Vorcaro ficar preso, de acordo com o risco que ele oferece à sociedade.
Da Redação




