Teresina • segunda-feira, 15 de junho de 2026
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Mendonça aguarda parecer da PGR sobre delação e futuro de Vorcaro

A decisão deverá considerar o andamento das negociações para um eventual acordo de colaboração premiada e a possibilidade de transferência do investigado para um presídio comum

Por admin 15 de junho de 2026 3 min de leitura
O ministro André Mendonça, do Supremo, aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República para definir o destino do ex-banqueiro - (crédito: Gustavo Moreno/STF)

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para definir o destino do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso preventivamente desde março no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão deverá considerar o andamento das negociações para um eventual acordo de colaboração premiada e a possibilidade de transferência do investigado para um presídio comum.

Atualmente custodiado na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Brasília, Vorcaro enfrenta resistência da corporação para permanecer na unidade. Após rejeitar uma segunda proposta de delação apresentada pela defesa, a Polícia Federal passou a defender a transferência do ex-banqueiro para o sistema prisional comum, argumentando que não há mais justificativa para sua permanência em dependências da instituição.

A palavra final, no entanto, dependerá da avaliação da PGR. A equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisa os termos da nova proposta de colaboração e poderá decidir pela continuidade das negociações ou pela rejeição definitiva do acordo. A expectativa é que o parecer seja apresentado nos próximos dias.

Segundo apurações, a falta de informações consideradas inéditas foi um dos principais motivos para a Polícia Federal recusar novamente a colaboração de Vorcaro. O ex-banqueiro está preso desde 19 de março e é investigado por supostas fraudes no sistema bancário. Desde o início das tratativas, ele recebeu autorização para manter contato frequente com seus advogados para a elaboração das propostas de delação.

A primeira versão do acordo foi rejeitada em maio, mas a PGR demonstrou interesse em aprofundar a análise de alguns elementos apresentados pela defesa e permitiu a complementação do material. Diante disso, Vorcaro reformulou a estratégia jurídica, substituiu sua equipe de advogados e apresentou novos anexos e relatos na tentativa de convencer os investigadores da relevância das informações oferecidas.

Na nova proposta, o ex-banqueiro detalhou supostos mecanismos de influência política utilizados para viabilizar investimentos bilionários de fundos de previdência de servidores estaduais em ativos ligados ao Banco Master. Caso a PGR rejeite novamente a colaboração, Vorcaro poderá responder às investigações sem os benefícios previstos em acordos de delação. Nesse cenário, a defesa já sinalizou que pretende solicitar a conversão da prisão preventiva em prisão domiciliar ou, alternativamente, o monitoramento por tornozeleira eletrônica.

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