Os pré-candidatos à Presidência da República Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) se manifestaram nesta quarta-feira (13) após divulgação de conversas entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, em que Flávio pede recursos para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Flávio Bolsonaro, ouvir você cobrando o dinheiro do Vorcaro é imperdoável. É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa. É preciso ter credibilidade para mudar o Brasil”, afirmou Zema em vídeo.
O irmão do senador, ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), reagiu à publicação. “Não sequer ouviu o outro lado, bastou um par de horas para a ‘união da direita’, o ‘potencial vice’ se aproveita e larga esta acusação sem fundamentos. Não houve desvio de dinheiro, Lei Rouanet ou recursos públicos. Não seja tão baixo, tão vil, Romeu Zema”, afirmou.
Articuladores da pré-campanha de Flávio também relataram incômodo com as declarações de Zema. As falas foram classificadas como sinal de “oportunismo” por parte do até então aliado e recebidas como um “fechamento de portas”, que levou inclusive a descartar o apoio ou composição com atual governador de Minas Gerais, Matheus Simões (PSD), pré-candidato à reeleição.
Caiado cobra transparência
Também do campo da direita, Caiado declarou em nota enviada à imprensa que Flávio Bolsonaro “deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do [Banco] Master”.
“Tudo que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população. O Brasil vive um momento em que a sociedade exige clareza nas relações entre agentes públicos, empresas e interesses privados”, continuou.
Fonte: O Globo




