O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta quinta-feira (30/04/2026) ter articulado para barrar a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em discurso no plenário, Alcolumbre afirmou que apenas cumpriu suas obrigações regimentais e constitucionais na condução do processo.
“Eu poderia utilizar da solicitação de Vossa Excelência para fazer algumas ponderações a todo esse processo estabelecido da deliberação da sabatina das autoridades, mas vou me preservar no dia de hoje apenas de cumprir com minhas obrigações regimentais e constitucionais. Que é do ponto de vista da presidência do Senado, organizar o calendário, promover a deliberação das matérias, proceder as sabatinas”, declarou Alcolumbre, em resposta ao senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A indicação de Messias para o STF enfrenta resistências e é vista como reflexo de um embate entre o governo e a cúpula do Senado. Aliados do governo relataram que Alcolumbre não teria se empenhado na aprovação de Messias e que até teriam recebido pedidos para votar contra. Alcolumbre refutou as acusações e afirmou que o Senado aguardou até o último dia o envio de documentação necessária.
Messias foi aprovado por 16 votos a 11 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e sua indicação ainda será votada no plenário do Senado, onde precisa de pelo menos 41 votos favoráveis para ser confirmada. Alcolumbre anunciou que convocará os senadores para garantir um quórum expressivo para a votação de Messias e outras autoridades.
Fonte: O Globo




