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Justiça decreta prisão preventiva de MC Ryan, MC Poze do Rodo e criador da Choquei

Por Redação 23 de abril de 2026 3 min de leitura
Ryan, Poze do Rodo, Chrys Dias e Raphael Santos permanecem presos - Foto: Reprodução

A Justiça decretou a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e do criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira, frustrando a expectativa de que fossem soltos nesta tarde. A medida, atendendo a pedido da Polícia Federal, mantém os investigados presos por suspeita de envolvimento em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro

A decisão ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus em favor de Diogo Santos de Almeida, o Diogo 305 — também investigado —, medida que havia sido estendida inicialmente ao trio de famosos. O novo pedido da Polícia Federal requer que as prisões preventivas durem 30 dias. Foi justamente o problema com o prazo inicial das prisões que motivou as defesas a recorrer ao STJ.

No rito do sistema penal brasileiro, a liberdade de um investigado pode ser restringida antes de qualquer sentença condenatória por meio de duas ferramentas cautelares: as prisões temporária e preventiva. Enquanto a primeira é voltada à fase de apuração, servindo como instrumento para a obtenção de provas com duração de cinco ou 30 dias, passíveis de renovação, a segunda tem prazo indeterminado.

A Justiça determinou o endurecimento das medidas cautelares contra 39 investigados, convertendo as prisões temporárias aplicadas anteriormente em preventivas ou domiciliares. O grupo, composto por supostos líderes, operadores financeiros e figuras centrais do esquema, permanecerá sob custódia estatal por tempo indeterminado, visando garantir a integridade da instrução processual, salvo as exceções humanitárias.

Entre os 36 alvos com prisão preventiva decretada estão o artista Ryan Santana dos Santos (MC Ryan SP), o funkeiro MC Poze do Rodo, o criador da página “Choquei”, Raphael Sousa Oliveira, e figuras centrais do esquema como o empresário Rodrigo de Paula Morgado — cujo celular apreendido em uma operação contra o tráfico marítimo de drogas deu origem a toda a investigação —, Alexandre Paula de Sousa Santos (“Belga” ou “Xandex”), o contador Mauro Jube de Assunção e o controlador da Golden Cat, Xizhangpeng Hao, além de gestores e operadores financeiros identificados ao longo do inquérito.

PF apontou riscos da soltura

Com base no avanço das investigações e na análise de provas — como dispositivos eletrônicos, documentos e registros financeiros —, a Polícia Federal avaliou haver elementos suficientes para a conversão das prisões temporárias em preventivas.

Segundo a PF, a medida é necessária para garantir a ordem pública, diante da gravidade do caso e do volume de recursos envolvidos. A corporação também apontou risco de continuidade das atividades criminosas e a possibilidade de interferência nas investigações, com destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.

Fonte: O  Globo

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