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Cultura

A poesia de Gerciane Lima

Por Redação 4 de abril de 2024 2 min de leitura

Há algum tempo comecei a postar em meu facebook poemas compostos por mulheres a que tenho dado uma denominação genérica de #mulheresqueescrevemempedroii. Na verdade são amigas que conheço há algum tempo e a quem  tenho acompanhado em suas produções literárias.

 

Uma que de quem já falei aqui é a Margarete Gomes. Hoje, trago três poemas de Gerciane Lima. Embora tenha família em terras piauienses, ela foi criada no vizinho estado do Maranhão.  

Mas desde 2016 voltou a visitar quase que anualmente a Terra da Opala e a participar de saraus. Foi aí que começou a declamar e a escrever poemas. São geralmente curtos, mas muito visuais, instigantes.

Acaba de concluir seu mestrado e participou recentemente da segunda edição do SALIP2 (Salão do Livro de Pedro II) ao lado de figuras como Mestre Joames, Dilson Lages, Cineas Santos, Jasmine Malta, Luis Romero, Sergia Alves, dentre outros e outras. Na oportunidade ministrou uma oficina de Fanzine, base de sua pesquisa.

Seguem três poemas dessa autora possante e que pretende publicar seu primeiro livro de poesia ainda nesse ano da graça de 2024.

 

TUDO
TUDO ME ARDE
PORQUE ESTÁ FRIO
TUDO SE AQUIETA

EM MEIO A TUA BOCA E AO MEU ARREPIO

PLUVIO MÉTRICA
O MEU POEMA SE FAZ NA CHUVA
COM PINGOS NOS OLHOS DO VERSO

E COM O BARULHO DOS TROVÕES NO TEU
SORRISO IMERSO
DO ARCO-ÍRIS QUE NÃO SE DEMORA A
CHEGAR.

BIQUEIRA
ESPEREI A CHUVA PASSAR
PORQUE QUERIA BANHAR
EM UM CHUVEIRO DE POESIA
ONDE MEU CORPO SENTISSE A MAGIA

QUE SÓ OS OLHOS DE CRIANÇA CONSEGUEM ALCANÇAR.

Ernâni Getirana (@ernanigetirana) é professor, poeta e escritor. Autor, dentre outros livros, de “Debaixo da Figueira do Meu Avô”, na Amazon e na livraria Entrelivros. Escreve às quintas-feiras para essa coluna.

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