Flávio Bolsonaro (PL) e sua família teriam entrado nos Estados Unidos, na manhã desta quarta-feira, 28, com uma autorização de permanência temporária por razões “humanitárias”, de acordo com registros da alfândega. Em registros obtidos pelo jornal O Globo, consta a admissão “DT”.
A sigla indica que a permissão para entrada foi concedida no próprio local de entrada e representa uma autorização temporária para permanência no país. O registro, emitido em 28 de outubro de 2026, autoriza Flávio a ficar nos EUA durante um ano, até 27 de outubro de 2027.
A autorização é da mesma categoria da utilizada, por exemplo, para permitir a entrada de refugiados ucranianos no país durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ao contrário do que foi reportado inicialmente, os EUA ainda não emitiram vistos para o senador e sua família.
A admissão permite ao governo norte-americano autorizar a entrada temporária de estrangeiros por “razões humanitárias” ou por “benefício público significativo”. Com a atual permissão, Flávio e sua família poderão permanecer nos EUA pelo prazo definido até a mudança de sua situação migratória. O governo norte-americano também pode encerrar a permissão.
Os passaportes do senador foram cancelados na terça-feira, 27, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o Estadão, Flávio utilizou um passaporte italiano para entrar na Argentina, onde acessou um jato para fugir com sua família aos EUA, onde apresentou seu passaporte diplomático. A mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, usou o documento brasileiro.




