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Tio de Guilherme Boulos morre atropelado após desentendimento no trânsito

O idoso de 80 anos, Carlos Boulos, ficou três dias internado após ser atingido por um carro durante uma discussão de trânsito e não resistiu aos ferimentos

Por admin 6 de outubro de 2026 3 min de leitura
Aos 80 anos, tio de Guilherme Boulos, Carlos, morre após atropelamento - (crédito: Reprodução/X)

Morreu na madrugada desta terça-feira (6/10), aos 80 anos, o dentista Carlos Boulos, tio de Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. O idoso estava internado no Hospital das Clínicas, após ser vítima de atropelamento na Avenida 23 de Maio, no Centro de São Paulo.

A tentativa de homicídio foi registrada em vídeo por uma pessoa que estava atrás dos veículos e presenciou a discussão. Outras duas testemunhas presenciaram o caso. Por conta do registro, foi possível localizar a identificação da placa do carro e, posteriormente, o acusado. O atropelamento aconteceu após uma discussão na noite de sábado (3/10).

Segundo a polícia, após uma discussão de trânsito, Carlos desceu da caminhonete para tirar satisfação com o motorista que estava no veículo de trás. Logo, o motorista avançou com o carro contra Carlos, que caiu ao ser atingido, bateu a cabeça e sofreu ferimentos graves.

Com mais de 54 anos de experiência, Carlos era cirurgião-dentista, especialista em periodontia. O irmão do cirurgião-dentista e pai de Guilherme, Marcos Boulos, compareceu ao 14º Distrito Policial para comunicar a morte à Polícia Civil.

Depoimento do acusado

O caso é investigado pelo 5º Distrito Policial, na Aclimação. O autor, ainda não identificado, será indiciado por homicídio doloso — quando há intenção de matar. Não houve prisão em flagrante, após prestar seu depoimento a Polícia Civil o homem foi liberado. “A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário”, informou a pasta.

Representada pelo advogado Natan Tolentino, a defesa afirmou ao G1 que o homem deixou o local do ocorrido após se sentir ameaçado e para proteger a esposa, o filho e a si próprio. A defesa também diz que o acusado não teve a intenção de atingir Carlos, e que essa versão será testemunhada pelo depoimento de seus familiares.

A defesa diz ainda que a dinâmica do caso deverá ser esclarecida pelas imagens, pela perícia e pelos demais elementos reunidos durante a investigação. “O caso ainda está sendo apurado e é precipitado afirmar, neste momento, que houve intenção de matar”, afirmou o advogado.

Veja o vídeo: 

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