Autoridades israelenses abriram uma investigação por terrorismo após o copiloto de um avião da Flydubai esfaquear o comandante e tentar assumir o controle da aeronave, que seguia de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para Tel Aviv, em Israel. Segundo o Canal 12, uma autoridade israelense comparou o episódio aos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.
“Um piloto esfaqueou o outro e tentou provocar um 11 de Setembro”, disse o porta-voz.
A avaliação foi feita depois que o Boeing 737 Max 8 precisou ser desviado para Tabuk, na Arábia Saudita. A aeronave transportava 174 passageiros, entre eles 27 crianças.
O voo havia decolado pouco antes das 7h desta quarta-feira (30/9) e seguia a cerca de 34 mil pés de altitude quando, aproximadamente duas horas e meia após a partida, houve uma disputa dentro da cabine. De acordo com o Canal 12, o copiloto atacou o piloto várias vezes e tentou assumir os comandos da aeronave.
Os nomes dos dois não foram divulgados. As informações iniciais indicam que o copiloto seria de Omã e o comandante, dos Emirados Árabes Unidos.
A violência dentro da cabine provocou momentos de pânico entre os passageiros. Um deles relatou à I24 News que temeu que o avião caísse ou que as pessoas a bordo fossem mortas. “Ou iríamos cair ou seríamos assassinados”.
Na avaliação do passageiro, a situação se assemelhava a um atentado: “Foi como um ataque terrorista em pleno voo”.
Outra passageira afirmou que os ocupantes perceberam a gravidade do que ocorria quando a cabine foi aberta. “Ouvimos gritos. Depois abriram a cabine e vimos sangue, alguém tinha esfaqueado o piloto com uma navalha”.
Queda de altitude e pouso na Arábia Saudita
Durante a ocorrência, o avião perdeu quase 20 mil pés de altitude em poucos minutos. A tripulação emitiu inicialmente o código internacional 7700, usado para indicar uma emergência geral, enquanto a aeronave fazia uma manobra próxima à fronteira entre Jordânia e Arábia Saudita.
Pouco depois, foi transmitido o código 7500, relacionado a situações de interferência ilícita a bordo.
Pilotos que viajavam como passageiros assumiram os controles e conseguiram estabilizar a aeronave. O Boeing permaneceu no ar por cerca de uma hora após o início da ocorrência, voando próximo aos 15 mil pés antes de começar a aproximação para o Aeroporto Internacional Príncipe Sultan bin Abdulaziz, em Tabuk.
A aeronave pousou em segurança. Segundo a administração do aeroporto civil-militar, piloto e copiloto foram levados ao hospital com diferentes ferimentos.
O episódio também despertou receios de repetição de ataques contra aeronaves comerciais, incluindo referências ao sequestro de um voo da Air France com destino a Paris, em julho de 1976.
Ben-Gvir chama copiloto de “terrorista”
O ministro israelense Itamar Ben-Gvir classificou o episódio envolvendo o voo FZ1073 como um ataque praticado por um “terrorista”. Para ele, a tentativa de tomar o controle da aeronave deve ser entendida dentro do conjunto de ameaças enfrentadas por Israel.
Nas redes sociais, Ben-Gvir relacionou o caso aos conflitos envolvendo Irã, Líbano, Gaza e Judeia e Samaria.
“Temos emos de continuar até alcançarmos uma vitória total no Irão, no Líbano, em Gaza e na Judeia e Samaria. A ideia ingénua de que os nossos inimigos valorizam a vida e de que devemos ter misericórdia deles recebeu mais um lembrete esta manhã, na forma de um terrorista que planeava fazer um avião despenhar-se e assassinar os 180 israelitas a bordo.”
תודה לבורא עולם ולנוסעים הגיבורים, אבל תפיסת הביטחון של ישראל חייבת לעלות קומה!
ישראל עשתה עבודה נפלאה בשנתיים וחצי האחרונות אבל אסור לעצור וחייבים להמשיך עד להכרעה המוחלטת באיראן, לבנון, עזה ויהודה ושומרון.
התפיסה הנאיבית שהאויבים שלנו חפצי חיים וצריך לרחם עליהם, קיבלה הבוקר…
— איתמר בן גביר (@itamarbengvir) September 30, 2026
Ben-Gvir lidera o partido de extrema-direita Poder Judaico e é conhecido por posições que já levaram 12 países ocidentais a impor sanções contra ele.




