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Jornalista Zuenir Ventura morre aos 95 anos

Por Redação 22 de setembro de 2026 3 min de leitura
Zuenir Ventura - Foto: Reprodução

O jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras Zuenir Ventura, orreu nesta terça-feira (22), aos 95 anos.A causa da morte, segundo a ABL, foi uma pneumonia. O corpo será velado amanhã na Academia Brasileira de Letras, no Centro do Rio, e enterrado no mausoléu da ABL no Cemitério São João Batista.

Filho de José Ventura, pintor de parede, e Herina de Araújo, dona de casa, Zuenir Carlos Ventura nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se com a família para Nova Friburgo, na região serrana do Estado do Rio. Sem descuidar dos estudos, até porque essa era uma exigência da mãe, Zuenir ajudava o pai no ofício, chegando a trabalhar também como office-boy.

Na faculdade, Zuenir teve aula com nomes importantes da literatura do país, como Manuel Bandeira, Alceu Amoroso Lima e Cleonice Berardinelli. Outro personagem importante, Celso Cunha, professor da Faculdade de Jornalismo da UFRJ, convidou-o para dar aulas de português, e o mestre Hélcio Martins conseguiu indicá-lo para uma vaga como arquivista da Tribuna da Imprensa. Não demoraria para se tornar repórter.

“Tudo na minha vida aconteceu por acaso. Fui ser professor por acaso e descobri a minha vocação defendendo o meu dinheirinho. Eu estava trabalhando no arquivo (da Tribuna da Imprensa) alguns anos, e o Hélcio (Martins) sempre insistia para eu descer para a redação. Carlos Lacerda era o diretor do jornal e um dia estava procurando alguém na redação para escrever um artigo sobre (o escritor e filósofo franco-argelino) Albert Camus, que tinha morrido em um desastre. Eu estava passando e me candidatei, porque o Camus era uma das minhas paixões jornalísticas”, contou Zuenir em depoimento ao site Memória Globo em 2011.

Livros que marcaram as discussões sociais no país

Com o passar dos anos, Zuenir Ventura deixou de lado suas aulas nas universidades. Em contrapartida, sua atividade jornalística começou a gerar novos livros, tratando principalmente de graves questões sociais do país.

Posse na ABL

A longa trajetória jornalística de Zuenir, priorizando questões sociais e ambientais, rendeu ao jornalista inúmeras distinções.

Em 2008, a ONU concedeu a ele um prêmio especial por ser um dos cinco jornalistas que mais haviam contribuído para a defesa dos direitos humanos no país em 30 anos. Em 2010, foi eleito “O jornalista do ano” pela Associação dos Correspondentes Estrangeiros.

Em 2014, Zuenir foi eleito para a Academia Brasileira de Letras (ABL), ocupando a cadeira deixada pelo dramaturgo e intelectual paraibano Ariano Suassuna (1927-2014). No dia da posse, foi recebido por Cleonice Berardinelli, que havia sido sua professora na faculdade e, a partir de então, colega imortal. No seu discurso de posse, ele contou que, num evento literário, fora escalado para falar depois do escritor paraibano e ficou desconfortável:

Com informações de O Globo

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