O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (17/9), em entrevista à Rádio Itatiaia, que defenderá a soberania brasileira e criticará a falta de representatividade e liderança internacional em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU).
Lula também falou sobre a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que mantém uma relação pessoal positiva com o norte-americano, apesar de divergências que atribuiu ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Segundo Lula, seu discurso na ONU abordará temas como a economia mundial, as guerras e a composição do Conselho de Segurança da organização. Ele afirmou ainda que falará sobre a falta de liderança internacional na tomada de decisões. “Vai ser um discurso. Depois de mim, fala o Trump”, disse o presidente, ao comentar a programação.
Lula afirmou que o Brasil não pretende se submeter a pressões externas. “O Brasil não se curvará à arrogância de nenhum presidente de um país do mundo. O Brasil vai fazer aquilo que é de interesse do povo brasileiro. A nossa soberania, a nossa democracia é intocável. Aqui ninguém põe a mão”, declarou.
Relação com Trump
Questionado sobre um possível encontro com Trump durante a Assembleia Geral, Lula disse que mantém uma relação pessoal positiva com o presidente norte-americano. “Eu continuo toda a relação minha pessoal com o Trump é boa. Eu trato ele bem, ele me trata bem”, afirmou.
Na avaliação do presidente, porém, há diferenças entre os entendimentos tratados diretamente com Trump e medidas adotadas posteriormente por integrantes do governo norte-americano. Lula citou especificamente Marco Rubio. “O problema é que quando nós terminamos da reunião, tudo bem, aparece alguém que não está tudo bem, que eu acho que é o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio”, disse.
Lula afirmou que Rubio “parece” não gostar da América Latina e do Brasil e disse que algumas iniciativas do secretário seriam contrárias ao que, segundo ele, é acertado diretamente com Trump.
O presidente também relatou que apresentou ao norte-americano propostas de cooperação em diferentes áreas. Entre os documentos citados estão materiais sobre minerais críticos e terras raras, comércio, combate ao crime organizado e a situação do Irã.
Segundo Lula, ele ofereceu aos Estados Unidos a experiência da Polícia Federal brasileira no combate ao crime organizado. “Eu terminei a conversa, eu entrego um documento daquilo que eu falei”, afirmou. Ao falar sobre a atuação brasileira no cenário internacional, o presidente defendeu que o país utilize sua experiência diplomática para participar de negociações e debates relacionados a conflitos e questões globais.




