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Flávio Bolsonaro é investigado desde julho no caso Master

Por Redação 11 de setembro de 2026 3 min de leitura
Flávio Bolsonaro - Foto: Divulgação

Desde julho, a Polícia Federal foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, a investigar suspeitas de crimes supostamente cometidos pelo senador e candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), no âmbito do inquérito (INQ) 5026, que apura a organização criminosa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso pelo maior crime financeiro da história do Brasil. A informação veio a público nesta sexta-feira (11), após a queda dos sigilos ordenada pelo presidente do STF, Edson Fachin, acatada por Mendonça, na noite de ontem.

Em sua decisão, em julho, Mendonça aceita pedido da PF e autoriza a apuração de “possível prática dos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos, que teriam sido praticados, em tese, pelo Senador da República Flávio Nantes Bolsonaro, no contexto de financiamento para a produção de obra cinematográfica denominada Dark Horse junto ao Banco Master do banqueiro Daniel Bueno Vorcaro”.

“Autorizo, nos termos do artigo 21, inciso XV, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, a instauração de procedimento investigatório vinculado ao INQ 5026 para apuração da hipótese criminal delineada pela autoridade policial”, decidiu Mendonça, em julho, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Após negar sequer conhecer Vorcaro, em maio, Flávio admitiu ter visitado o ex-banqueiro, enquanto ele estava em prisão domiciliar, no fim de 2025, para tratar de repasses milionários para financiar o filme sobre a trajetória de seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, em regime domiciliar, por crimes na “trama golpista”.

O senador tem tratado o caso como “página virada” e negado ter cometido crimes ou usado recursos públicos para financiar o filme sobre seu pai. Ontem, após a deflagração da Operação Make Up sobre o filme Dark Horse buscar provas sobre o fluxo financeiro dos recursos para a cinebiografia de seu pai, Flávio Bolsonaro acusou o ministro do STF Flávio Dino de autorizar a ação da Polícia Federal por razões política, por causa de seu crescimento como candidato do PL contra a reeleição do presidente Lula (PT). E voltou a negar ilegalidades em relação ao filme.

Veja a reação de ontem de Flávio:

Em maio, o portal Intercept Brasil revelou mensagens com Flávio Bolsonaro pedindo diretamente ao banqueiro Daniel Vorcaro R$ 131 milhões para financiar o filme. E a PF apurou que R$ 60 milhões foram pagos, em planilhas apreendidas na investigação.

Uma delação premiada foi fechada pelo operador do mercado financeiro Antonio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, e já foi homologada pelo ministro André Mendonça. E a colaboração revelou que a empresa Entre Investimentos e Participações foi usada por Mineiro para repassar dinheiro de Vorcaro para a produção do filme Dark Horse. O delator citou sete transferências bancárias de US$ 12,3 milhões para o fundo Havengate, nos Estados Unidos, o que equivale a cerca de R$ 69 milhões, a pedido do ex-banqueiro do Master para o filme.

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