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OAB pede que Gonet não represente PGR no caso Master

Por Redação 9 de setembro de 2026 3 min de leitura
Paulo Gonet - Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não represente a PGR no caso Master por ser citado nas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O documento é assinado por representantes da entidade em todos os estados e no Distrito Federal.

PGR deve se abster pessoalmente do caso para preservar confiança do processo, apontou a OAB. A entidade afirma que a função deve ser exercida pelo substituto legal de Gonet, “sem qualquer prejuízo à atuação constitucional do Ministério Público Federal”. Gonet é citado nas mensagens entre Vorcaro e Moraes.

OAB ressalta que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, pediu explicações de Gonet sobre o caso. Além dele, Fachin pediu esclarecimentos dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

” providência possui caráter estritamente processual e preventivo. Não pressupõe juízo sobre a conduta do Procurador-Geral da República nem importa restrição às atribuições institucionais do Ministério Público. Busca apenas evitar a sobreposição, no mesmo complexo de fatos, entre a posição daquele chamado pessoalmente a prestar esclarecimentos e a função de órgão interveniente perante o Tribunal”, destaca a OAB.

Gonet é citado em relatório que deflagrou crise no STF

Mendonça levantou sigilo de mensagens entre Moraes e Vorcaro na semana passada. A decisão instalou uma crise no Supremo após tornar público o relatório da PF com mensagens extraídas do celular de Vorcaro. O material mostra que o ex-banqueiro tinha proximidade com Moraes, com quem conversava frequentemente.

Relatório reúne 52 mensagens enviadas pelo ex-banqueiro a um número identificado pela PF como pertencente a Moraes. Elas foram encaminhadas entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025, dia em que Vorcaro foi preso pela primeira vez. Mendonça também pediu manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) nesse inquérito.

Gonet apontou dupla nulidade do processo de Mendonça. Segundo o PGR, Mendonça não poderia ter determinado diretamente à PF que aprofundasse a apuração sobre outro ministro sem autorização do plenário do STF ou iniciativa do Ministério Público.

Confronto ganhou dimensão institucional quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado. O ministro protocolou a solicitação no inquérito das fake news, relatado por ele próprio. Na última sexta-feira, Fachin retirou o pedido desse inquérito e cobrou explicações dos envolvidos.

Com informações da Reuters

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