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Treze ministros aposentados do STF pedem “rigorosa apuração” a Fachin

Por Redação 8 de setembro de 2026 3 min de leitura
Edson Fachin, presidente do STF - Foto: Arquivo

reze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal enviaram na segunda-feira (7) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, em que classificam o atual momento da Corte como a “mais aguda crise de sua história” e pedem a convocação urgente de uma sessão pública para discutir as suspeitas que envolvem integrantes do STF. Querem uma “rigorosa apuração”.

Os signatários afirmam ter “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para conduzir o Supremo diante da crise.

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, diz o documento, publicado pelo jornal O Globo.

Os ministros aposentados afirmam ter “absoluta convicção” de que Fachin convocará, “com toda a urgência”, uma sessão pública para que o plenário determine uma “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal”.

Segundo a carta, os fatos divulgados nas últimas semanas são “gravíssimos” e estão comprometendo “o prestígio e a autoridade” do STF, “a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas”.

Assinam o documento:

Néri da Silveira;
Francisco Rezek;
Sydney Sanches;
Celso de Mello;
Carlos Velloso;
Ilmar Galvão;
Nelson Jobim;
Ellen Gracie;
Cezar Peluso;
Ayres Britto;
Joaquim Barbosa;
Eros Grau;
Rosa Weber.

A carta não cita nominalmente Alexandre de Moraes ou André Mendonça nem menciona o Banco Master. O documento é divulgado, porém, depois do aumento da tensão dentro do Supremo provocado pelas investigações relacionadas ao fundador do banco, Daniel Vorcaro.

Sobre o caso

Em 1º de setembro, Mendonça determinou a retirada do sigilo de um relatório de inteligência produzido pela PF (Polícia Federal) a partir da análise do celular de Vorcaro. O documento tem 218 páginas e reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e outros dados encontrados no aparelho do ex-banqueiro.

Entre os elementos analisados estão conversas de Vorcaro com autoridades e pessoas próximas ao poder, incluindo Moraes. O material também traz referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Há 52 mensagens de Vorcaro destinadas a um celular atribuído a Moraes. As respostas do ministro não aparecem no material.

Da Redação

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