O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reviu nesta terça-feira, 1º, as restrições impostas à campanha de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República. Com a nova decisão, Renan está autorizado a retomar a propaganda eleitoral digital e a participar de debates, depois de ter sido impedido de realizar essas atividades.
Toffoli liberou a realização de propaganda eleitoral da chapa presidencial do Missão por meio de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas semelhantes que já estejam registrados no sistema do TSE. Também foi autorizada a participação de Renan em debates realizados por rádio, televisão, podcasts ou outros meios de comunicação.
A decisão anterior havia suspendido parte da campanha digital de Renan e proibido sua participação em debates. A medida foi tomada após o ministro apontar que a campanha havia informado ao TSE, fora do prazo, 16 perfis utilizados na divulgação da candidatura. Segundo Toffoli, a omissão poderia ter permitido vantagem indevida no funcionamento dos algoritmos das plataformas.
Antes da reversão da decisão, Renan Santos realizou uma coletiva de imprensa nesta terça na qual criticou duramente a atuação de Toffoli. O candidato começou afirmando que não reconhecia a legitimidade do ministro. “Eu acho que ele está ocupando uma posição ilegítima, não só na Suprema Corte, mas hoje no TSE”.
O candidato também afirmou que não pretendia recuar de suas posições políticas, mesmo diante do risco de ter a candidatura prejudicada. “Se for o caso de eu perder minha candidatura, eu vou lutar até o fim na justiça e nas ruas, se precisar fazer campanha panfletando, eu farei, eu vou fazer tudo o que for possível para manter de pé o sonho da nossa geração, que é a construção dessa candidatura.”
Durante a coletiva, Renan anunciou ainda que pretende apresentar pedidos de impeachment contra Toffoli e Alexandre de Moraes. O candidato relacionou a iniciativa às críticas que faz aos ministros e às suspeitas que menciona sobre o caso Banco Master.
“Nós vamos ingressar com pedidos de impeachment tanto contra o ministro Dias Toffoli, tanto contra o ministro Alexandre de Moraes”, afirmou.
Renan disse ainda que o pedido contra Moraes seria o 55º a ser protocolado no Senado e criticou a atuação do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, em relação aos pedidos já apresentados. O candidato cobrou que algum dos pedidos contra ministros do Supremo avance no Senado.




