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Deputado Francisco Limma defende regulação de bets no Brasil

Por Redação 11 de junho de 2026 3 min de leitura
Deputado Francisco Limma - Foto: Thiago Amaral

O deputado Francisco Limma (PT), vice-presidente da Assembleia legislativa do Piauí, criticou a falta de regulamentação para funcionamento e publicidade de plataformas de jogos de azar digitais, as bets. Na ocasião, ele defendeu que a prática afeta muito além do apostador, uma vez que poderia causar vício e depressão.

“Hoje, as bets são instrumento muito mais forte e perigoso que o sistema financista nacional e internacional. Elas retiram dinheiro das pessoas, acobertam organizações criminosas, financiam possivelmente campanhas com o dinheiro arrecadado, principalmente dos mais pobres”, avaliou o deputado.

Para Limma, é necessário maior fiscalização e controle sobre o funcionamento dessas plataformas. Ele também chamou atenção para uma falsa sensação de benefício econômico.

“Em poucos anos, as apostas on-line deixaram de ser restritas a nichos para se transformar em um dos maiores fenômenos econômicos e sociais. As bets movimentam de R$ 20 bilhões a R$ 40 bilhões por mês no país. À primeira vista, pode parecer que o Brasil está lucrando por arrecadar mais. Mas é preciso perguntar como essa arrecadação acontece, como o dinheiro é gerado e os impactos sobre a população”, questionou.

O parlamentar frisou que as casas de apostas online funcionam empobrecendo pessoas, iludindo com a falsa expectativa de ganho.

“Sua principal fonte nasce das perdas financeiras dos apostadores. Não gera recursos, gera lucro a partir do capital de outros, à custa dos jogos de azar baseados na derrota cotidiana, na dependência, estimulando a depressão. As bets são o novo ópio da humanidade”, frisou Limma.

O posicionamento foi endossado pelo deputado Ziza Carvalho (MDB), que criticou a propagação das bets e uma publicidade sem controle, diante da facilidade tecnológica de acesso.

“Isso induz pessoas mais vulneráveis, idosos, crianças e adolescentes ao vício nas apostas online. Tem trazido problema de saúde pública bastante evidente. Na Austrália e no Reino Unido, há uma rigorosa regulamentação. No Brasil, infelizmente, por bancada financiada por empresas de apostas e o lobby, ainda não. Há dívidas absurdas de famílias carentes, gente fazendo empréstimos, usando até o Bolsa Família, um auxílio assistencial para sobrevivência indo para empresas lucrarem com um retorno tributário que não justifica o dano social”, criticou.

Para o emedebista, é necessário assegurar mais transparência nas informações oferecidas pelas empresas de apostas, criar limites e proteger crianças e adolescentes de propaganda sistemática, criando uma rede de proteção e fortalecimento psicossocial para os afetados.

Da Redação

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