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Corpos de mergulhadores mortos nas Maldivas chegarão à Itália neste sábado

Pesquisadores faleceram nas águas do Atol de Vaavu em 14 de maio

Por admin 22 de maio de 2026 3 min de leitura
Monica Montefalcone, Giorgia Sommacal, Muriel Oddenino, Federico Gualtieri e Gianluca Benedetti Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os corpos dos quatro italianos mortos durante uma expedição de mergulho nas águas do Atol de Vaavu, nas Maldivas, devem chegar neste sábado (23) ao aeroporto de Malpensa, em Milão.

Trata-se da professora da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone, sua filha Giorgia Sommacal, além da pesquisadora Muriel Oddenino e do biólogo marinho Federico Gualtieri. O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi recuperado no dia da tragédia, em 14 de maio.

 

As vítimas devem chegar em um voo da Turkish Airlines previsto para pousar por volta das 13h (horário local). As autoridades italianas determinaram a realização de autópsias nos corpos dos cinco mergulhadores para esclarecer as circunstâncias da morte.

O primeiro exame será realizado no corpo de Benedetti, capitão da embarcação “Duke of York”, na próxima segunda-feira (25).

A recuperação dos corpos foi concluída por uma equipe da DAN Europe, especializada em segurança e resgate de mergulhadores. Em vídeo divulgado após o encerramento da missão, os mergulhadores finlandeses Sami Paakkarinen, Jenni Westerlund e Patrik Grönqvist confirmaram o sucesso da operação.

“Após três dias de operações, posso dizer que cumprimos nossa missão de trazer os mergulhadores desaparecidos para casa”, afirmou Paakkarinen.

A equipe também expressou condolências às famílias das vítimas e agradeceu o apoio recebido da DAN Europe, da Embaixada da Itália nas Maldivas, das Forças de Defesa das Maldivas e de voluntários envolvidos na operação. Enquanto isso, a investigação sobre as mortes avança na Itália.

O entomologista forense Stefano Vanin, professor da Distav-Unige e integrante da expedição, foi ouvido como testemunha em Gênova.

Segundo os jornais italianos “La Repubblica” e “Il Secolo XIV”, Vanin entregou materiais e documentos aos investigadores, que anexaram o conteúdo a um inquérito por homicídio culposo contra desconhecidos aberto pela promotoria de Gênova.

O caso será encaminhado à promotora Lucia Lotti, do Ministério Público de Roma, responsável pela condução das investigações.

Outros dois professores ligados à Distav também prestaram depoimento para esclarecer como funcionam os chamados “cruzeiros científicos” organizados pela universidade, incluindo os procedimentos de autorização.

Em mensagens trocadas anteriormente entre Montefalcone e dirigentes da instituição, foi ressaltado que a atividade de mergulho realizada no local não fazia parte oficialmente da missão científica, tendo sido conduzida em caráter pessoal.

Os investigadores também devem analisar o chamado “plano da missão”, documento que detalha as tarefas científicas atribuídas a Montefalcone durante a viagem.

A família de Gualtieri, de 30 anos, natural de Omegna, no norte da Itália, também busca respostas sobre o que aconteceu nas Maldivas.

Segundo o advogado Antonello Riccio, que representa os pais do jovem ao lado do advogado Gianluigi Dell’Acqua, Federico já havia trabalhado anteriormente como instrutor de mergulho para a agência Albatros.

“Federico não estava de férias”, afirmou Riccio à agência italiana ANSA. “Ele participava de uma missão científica, e o trabalho científico dele e das outras pessoas envolvidas deve ser reconhecido adequadamente.” O advogado acrescentou que os pais do mergulhador querem apenas compreender as circunstâncias da morte do filho. “A questão de uma eventual indenização não está em pauta neste momento”, declarou.

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