O deputado federal Flávio Nogueira (PT/PT) ocupou a Tribuna da Câmara, nesta terça-feira (19), para lançar luzes sobre a primeira encíclica do Papa Leão XIV, que foca na inteligência artificial. Magnífica Humanitas é o título da nova encíclica, que será publicada no dia 25 de maio. Ao usar sua voz no parlamento, Flávio Nogueira elogiou o documento, que revela a preocupação da Igreja Católica com a “salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial”.
“A nova encíclica é um reflexo da doutrina social da Igreja, que reconhece a importância das novas tecnologias, ao mesmo tempo em que se preocupa com os impactos dessas tecnologias na sociedade”, pontuou o parlamentar piauiense. Conforme Flávio Nogueira, a mensagem passada é que nem tudo pode ser delegado às máquinas ou aos robôs. “Precisamos estabelecer limites éticos ao uso da inteligência artificial, que é a face mais destacada dos recentes avanços tecnológicos”, observou.
Valorização do talento
Durante o discurso na Tribuna da Câmara, Flávio Nogueira sentenciou que o ser humano não pode perder todo o seu poder, abrir mão da sua independência e do próprio conhecimento. “O talento das pessoas deve ser valorizado. Nossa capacidade de pensar, refletir e emitir opinião precisa ser preservada, mesmo como o advento da inteligência artificial. Nesse sentido, é de enorme importância a primeira encíclica do Papa Leão XIV”, enfatizou Flávio Nogueira.
Rerum Novarum
O parlamentar piauiense ainda recorreu à história para estabelecer uma conexão entre a nova encíclica (Magnífica Humanitas) e a encíclica Rerum Novarum, publicada em 1891 pelo Papa Leão XIII (1810-1903). “As duas encíclicas surgem em momentos de grandes mudanças tecnológicas e transformações sociais, com profundo impacto na vida das pessoas. Enquanto a Magnífica Humanitas é motivada pelo avanço da inteligência artificial, a Rerum Novarum pegou carona nos trilhos da Revolução Industrial. E, nos dois casos, a Igreja Católica defende, sabiamente, o uso da tecnologia em favor das pessoas”, comentou o deputado.
Fonte: Ascom




