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PM que matou mulher na Zona Leste de São Paulo é ‘promovida’ a soldado

SSP negou a promoção e justificou que mudança se tratou de unificação de classes sob a mesma nomenclatura; entenda

Por admin 18 de abril de 2026 3 min de leitura
Soldado Yasmin Cursino Ferreira, que não portava câmera corporal, alegou ter sido agredida Foto: Reprodução/TV Globo

Afastada das ruas após disparar e matar uma mulher na Zona Leste de São Paulo, a policial militar Yasmin Cursino Ferreira, de 21 anos, se tornou soldado da corporação nesta sexta-feira, 17, duas semanas após a ação que resultou na morte de Thawanna Salmázio.

A decisão foi publicada no Diário Oficial. De acordo com comunicado da Secretaria de Segurança Pública, porém, “não houve qualquer promoção da policial”. 

A corporação justificou que a publicação se tratou do “cumprimento da Lei nº 18.442, de 2 de abril de 2026”, que extinguiu a antiga divisão entre soldados de 1ª e 2ª classe e os unificou sob a mesma nomenclatura.

“Dessa forma, o ajuste salarial de R$ 480 trata-se unicamente da equiparação remuneratória automática garantida pela lei a todos os policiais que ocupavam a extinta 2ª Classe”, explicou. 

A SSP também explicou que não existe a classificação de estágio na PM: “A corporação ressalta, ainda, que não existe a figura de ‘estagiário’ na instituição; após a fase de Aluno-Soldado, o policial passa diretamente a atuar como soldado”.

Policial atirou e matou mulher na Zona Leste de São Paulo

O caso ocorreu na última sexta-feira, 3, na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (SP), durante a madrugada. Thawanna da Silva Salmázio caminhava com o marido, Luciano Gonçalvez dos Santos, por uma rua na Cidade Tiradentes, Zona Leste da capital paulista.

O episódio começa com o retrovisor da viatura batendo no braço de Luciano. Weden, que conduzia o carro e usava a câmera corporal, estava ao lado de Yasmin, que não portava o equipamento. Ele dá ré com o veículo e afirma ao casal que “a rua é lugar para você estar andando, ca*****?”.

“Ô, Steve”, diz Luciano na gravação. A gíria é usada entre PMs para se referir a colegas de farda. “Steve é o c******”, rebate o policial.

“Não, não, com todo o respeito, vocês que bateram em nós”, diz Thawanna. Neste momento, a soldado Yasmin desce do veículo, manda a mulher não apontar o dedo para sua cara, e efetua um disparo. “Você atirou nela? Por quê?”, questiona Weden.

Thawanna chegou a ser socorrida após ser baleada, mas não resistiu.

Yasmin Cursino Ferreira está afastada e segue sendo investigada pela Corregedoria da PM e pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil.

Soldado Yasmin Cursino Ferreira, que não portava câmera corporal, alegou ter sido agredida Foto: Reprodução/TV Globo

 

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