O Ministério da Defesa da Rússia criticou, nesta quarta-feira (15), a suposta ajuda de países europeus no fornecimento de drones para a Ucrânia. A pasta afirma que houve aumento da produção desse tipo de equipamento, o que pode fazer com que fábricas da União Europeia e de seus parceiros sejam alvos das forças armadas russas.
“Consideramos esta decisão da União Europeia um passo deliberado que leva a uma escalada acentuada da situação militar e política em todo o continente europeu e à transformação gradual desses países em uma retaguarda estratégica para a Ucrânia”, disse o ministério.
O Kremlin também chamou o aumento significativo na produção de veículos aéreos não tripulados (VANTs) de “cenário de ataques terroristas” contra a Rússia.
Na rede X, o representante de alto escalão de segurança de Moscou, Dmitry Medvedev, escreveu que as declarações do Ministério da Defesa devem ser tomadas ao pé da letra: “A lista de instalações europeias que fabricam drones e outros equipamentos é alvo potencial para as forças armadas russas. Quando os ataques se tornarem realidade depende do que vier a seguir. Durmam bem, parceiros europeus!”, disse.
Ao todo, o ministério forneceu uma lista com 21 empresas que produzem drones e/ou seus componentes. As empresas estão sediadas na Polônia, República Tcheca, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Letônia, Lituânia, Países Baixos, Espanha e Itália, além de Israel e Turquia.
A Guerra da Ucrânia completou quatro anos em fevereiro. Várias tentativas de encerrar o conflito fracassaram devido a alguns impasses, em especial, pela disputa territorial.




