O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protocolou nesta terça-feira (18) um novo pedido de prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente Jair Bolsonaro. A solicitação foi apresentada em reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio Bolsonaro relatou que a audiência, solicitada formalmente pela defesa, ocorreu de forma “objetiva”. Segundo o senador, o ministro Alexandre de Moraes ficou de avaliar o pedido.
“Nós formalizamos um novo pedido de domiciliar humanitária e expusemos ali as nossas preocupações. Foi uma conversa objetiva, como advogados, e ele ficou de avaliar”, declarou Flávio.
A defesa argumentou que fatos novos relacionados ao estado de saúde de Bolsonaro justificam a medida. Segundo eles, o ex-presidente deu entrada no hospital em condição mais grave do que em ocasiões anteriores, apresentando comprometimento pulmonar após broncoaspiração.
O senador argumentou que a permanência de Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal pode agravar seu quadro clínico, especialmente pelo risco de intercorrências durante a noite, quando ele permanece sozinho.
“Demonstramos que o quadro tende a piorar se ele permanecer onde está, principalmente pelo risco de ficar sozinho e ter alguma intercorrência, como tontura ou até broncoaspiração”, afirmou Flávio.
A iniciativa faz parte de uma articulação de aliados de Bolsonaro junto ao STF. Nos últimos dias, contatos foram feitos com ministros da Corte para discutir o quadro de saúde do ex-presidente e buscar a concessão da prisão domiciliar.
Além de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, e Ciro Nogueira já haviam contatado ministros do STF.
O grupo avalia que a recente piora no quadro clínico de Bolsonaro pode reverter decisões anteriores que negaram o benefício.
Laudos médicos foram anexados ao pedido, mas Flávio Bolsonaro informou que o ministro Alexandre de Moraes não estabeleceu prazo para a decisão.
Este é o sexto pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa ao Supremo Tribunal Federal.
Fonte: O Globo




