O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou nesta sexta-feira (14) que disputará as eleições de 2026. A definição sobre qual cargo ele concorrerá, no entanto, só ocorrerá após sua saída do ministério, prevista para a próxima semana. Em entrevista ao programa 20 Minutos, Haddad afirmou que a decisão de participar do pleito já está tomada.
Inicialmente, o ministro planejava atuar nos bastidores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, focando na formulação de um plano de governo e desenvolvimento. Ele expressou o desejo de deixar a Fazenda para ter mais liberdade na elaboração de propostas estruturais, com ênfase em responsabilidade fiscal, social e ambiental. “Eu queria pensar: onde vamos cortar privilégio, desperdício, para onde vamos direcionar esse dinheiro”, declarou.
Haddad revelou ter comunicado ao presidente Lula sua preferência por não ser candidato, mas que o cenário político dos últimos três meses se mostrou mais complexo do que o esperado. “Esses três meses complicaram o cenário. O céu está menos azul do que eu imaginava no final do ano passado”, comentou.
Apesar de não confirmar diretamente a disputa pelo governo de São Paulo, fontes indicam que a expectativa é de que Haddad se candidate ao governo paulista. A decisão final será tomada em conjunto com aliados locais após sua saída da Fazenda. Sua exoneração deve ser publicada no Diário Oficial na próxima quinta-feira, dentro do prazo eleitoral que exige a desincompatibilização de ministros seis meses antes das eleições.
Pesquisas recentes apontam Haddad como o nome mais competitivo do campo governista para enfrentar Tarcísio de Freitas em São Paulo. A possível candidatura ganhou força com essa avaliação. A formalização pública da pré-candidatura deve ocorrer com cautela, possivelmente fora dos compromissos institucionais de Haddad em São Paulo na próxima quinta-feira, onde ele estará acompanhado pelo presidente Lula e pela ministra Simone Tebet, cotada para o Senado.
Com a saída de Haddad, o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, é o nome mais provável para assumir o ministério. O vice-presidente Geraldo Alckmin, por sua vez, não precisa se desincompatibilizar para disputar a reeleição, mas pode deixar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços caso permaneça na chapa presidencial.
Fonte: G1




