A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, liquidado pelo Banco Central. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques votaram pela manutenção da prisão. O julgamento, realizado em sessão virtual, ainda aguarda o voto de Gilmar Mendes, com prazo até a próxima sexta-feira (20).
Vorcaro foi preso em 4 de março, durante a Operação Compliance Zero, sob acusação de manter uma estrutura particular de monitoramento e intimidação. O ministro André Mendonça autorizou a prisão com base em indícios apresentados pela Polícia Federal.
O ministro Dias Toffoli, membro da Segunda Turma, declarou-se suspeito para julgar o caso devido a negócios passados envolvendo uma empresa de sua família e um fundo ligado ao Banco Master.
Em seu voto, Mendonça rebateu os argumentos da defesa, classificando o grupo de WhatsApp “A Turma”, do qual Vorcaro participava, como uma organização coordenada por ele e outros investigados, com integrantes de “natureza violenta”. O ministro comparou os membros a “milicianos”, citando ameaças de morte a ex-funcionários.
Na mesma decisão que pediu a prisão de Vorcaro, Mendonça determinou a detenção de Phillipe Mourão e Marilson Roseno, apontados como coordenadores da estrutura. Mourão faleceu após tentar suicídio após a prisão.
Fonte: O Globo




