O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, se reuniu com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em visita realizada no período 18 a 22 de fevereiro deste ano. Durante o encontro, foi ampliada a parceria econômica, com o comércio bilateral crescendo 25% no último ano, atingindo USD 15 bilhões. O Brasil é o maior parceiro comercial da Índia na região da América Latina e Caribe.
Na Índia, Lula participou da segunda edição do Evento AI Impact, de 19 a 20 de fevereiro, e realizou uma reunião bilateral com Narendra Modi. Esta foi a quinta visita de Lula ao país e a sua segunda Visita de Estado.
O parceiro senior e conselheiro de projetos estratégicos da Câmara de Comércio Índia-Brasil, o piauiense Lucas Gentil, que mora em Mumbai, teve a oportunidade de interagir com o ministro da Fazenda do Brasil, Fernando Haddad, com o ministro da Educação, Camilo Santana, e com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entre outros líderes do governo brasileiro e do setor empresarial que fizeram parte da delegação.

Índia e Brasil ampliam parceria
No âmbito da cooperação BRICS e da mudança mais ampla rumo a uma economia global, mais multipolar, a Índia e o Brasil estão progressivamente reforçando uma parceria econômica estratégica enraizada no crescimento mútuo, na diversificação e na resiliência de longo prazo.
O comércio bilateral cresceu mais de 25% em 2025, atingindo aproximadamente USD 15,21 bilhões, com o Brasil mantendo sua posição de maior parceiro comercial da Índia na região da América Latina e Caribe. Esse impulso reflete uma interface econômica cada vez mais ampla em vários setores de alto impacto, incluindo cooperação de defesa e segurança, energia convencional e renovável, agricultura e agroquímicos, farmacêuticos, minerais críticos, bens de engenharia e tecnologias emergentes.
A visita do presidente Lula a Nova Dehli e as deliberações no Índia–Brazil Business Forum — têm aguçado o foco em ampliar a parceria. As metas iniciais de USD 20 bilhões em comércio bilateral estão agora sendo recalibradas para um horizonte mais ambicioso de USD 30 bilhões até 2030, apoiadas pela coordenação de políticas, envolvimento do setor privado e facilitação institucional.
Essa trajetória alinha-se de perto com as prioridades centrais do BRICS: desenvolvimento inclusivo, diversificação da cadeia de suprimentos, transição energética, segurança alimentar e uma cooperação mais profunda entre o Global Sul. Para ambas as economias, a parceria não é meramente transacional, mas estratégica — conectando forças complementares para construir resiliência em meio à incerteza global.




Com informações Lucas Gentil




