InícioDestaquesCorpo de Sicário chega ao IML após morte em hospital em MG

Corpo de Sicário chega ao IML após morte em hospital em MG

Polícia Civil informou que o corpo de Luiz Phillipi Mourão deu entrada no IML de Belo Horizonte. Sicário, de 43 anos, estava sob custódia da Polícia Federal após ser preso na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes bilionárias ligadas ao Banco Master quando tentou se enforcar.

O corpo de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, de 43 anos, conhecido como “Sicário” de Vorcaro, deu entrada no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (IML), em Belo Horizonte. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que informou que o corpo passará por exames antes de ser liberado aos familiares.

Mourão morreu nesta sexta-feira (6). Segundo a defesa dele, o óbito foi declarado às 18h55 após o encerramento do protocolo de morte encefálica, iniciado por volta das 10h15 do mesmo dia.

Ele estava sob custódia da Polícia Federal (PF) depois de ter sido preso na Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (4). A investigação apura um esquema bilionário de fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.

De acordo com a PF, Mourão atentou contra a própria vida enquanto estava detido na Superintendência Regional da corporação em Minas Gerais. O diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues, afirmou que toda a ação e o atendimento prestado pelos policiais foram registrados por câmeras de segurança, sem pontos cegos.

Na quinta-feira (5), a Polícia Federal informou que abriu um inquérito para apurar as circunstâncias da custódia de Mourão.

As investigações apontam que ele teria papel central na organização criminosa investigada. Segundo a PF, Mourão seria responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

De acordo com os investigadores, ele também atuaria como “longa manus” expressão usada para designar alguém que age em nome de outra pessoa — do banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como chefe da organização criminosa. O relatório policial ainda indica indícios de que Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês como pagamento pelos serviços ilícitos.

 

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