Luiz Phillipi Mourão, suspeito de intimidar desafetos do banqueiro Daniel Vorcaro, morreu ontem no Hospital João 23, em Belo Horizonte (MG). A morte foi confirmada pelo advogado Robson Lucas da Silva, defensor de Mourão.
Mourão estava internado desde quarta-feira após tentar tirar a própria vida na prisão e ser levado ao hospital. A PF informou que ele foi socorrido por equipes da corporação e encaminhado ao hospital João 23, em Belo Horizonte.
“Informamos que o quadro clínico de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão evoluiu a óbito, que foi legalmente declarado às 18h55, após encerramento do protocolo de morte encefálica iniciado hoje, 06.03.26, por volta das 10h15. O corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal, seguindo-se o protocolo legal”, diz Robson Lucas da Silva, advogado, em nota divulgada ontem à noite.
Ele havia sido preso na Operação Compliance Zero. De acordo com a Polícia Federal, Mourão liderava um grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Vorcaro, também preso na quarta-feira.
PF apura tentativa de suicídio: “Está tudo filmado”, diz diretor-geral da PF. Andrei Rodrigues afirmou à coluna de Carla Araújo que “toda a ação dele e o atendimento pelos policiais estão filmados sem pontos cegos”. Ele informou que a investigação é de praxe em situações como essa.
Ele era chamado de “Sicário” (matador de aluguel) pelo banqueiro. No celular de Vorcaro foram encontradas mensagens em que os dois planejam um assalto para “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. Em nota, Vorcaro afirmou que “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto”.
Fonte: O Globo




