O PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 2,3% em 2025 na comparação com 2024, segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (3). O pior resultado anual desde 2020, ano da pandemia: 2021 (4,8%); 2022 (2,9%), 2023 (3,2%) e 2024 (3,4%).
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias subiu 1,3% no ano, influenciado pela melhora no mercado de trabalho e pelo aumento do crédito. A FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo), indicador de investimentos, cresceu 2,9%. Já o consumo do governo aumentou 2,1%.
No setor externo, as exportações de bens e serviços avançaram 6,2% em 2025, enquanto as importações cresceram 4,5%. O saldo comercial ficou superavitário em R$ 44,6 bilhões
No 4º trimestre de 2025, a economia variou 0,1% na comparação com o trimestre imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. Frente ao 4º trimestre de 2024, a alta foi de 1,8%.
Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 12,7 trilhões em 2025. O PIB per capita ficou em R$ 59.687, com avanço de 1,9% em termos reais.
Principais destaques do PIB em 2025:
Serviços: 1,8%
Indústria: 1,4%
Agropecuária: 11,7%
Consumo das famílias: 1,3%
Consumo do governo: 2,1%
Investimentos: 2,9%
Exportações: 6,2%
Importação: 4,5%
Entenda o PIB
O resultado oficial é calculado de duas formas pelo IBGE: 1) pela ótica da oferta, que considera tudo o que foi produzido no país, e 2) pela ótica da demanda, que considera tudo o que foi consumido.
Pelo lado da oferta, são considerados:
a indústria;
os serviços;
a agropecuária.
Já pelo lado da demanda, são considerados:
o consumo das famílias;
o consumo do governo;
os investimentos;
as exportações menos as importações.
O resultado é apresentado trimestralmente pelo IBGE, que tem até 90 dias depois do fechamento de um período para fazer a divulgação. Os dados consolidados, entretanto, ficam prontos só depois de 2 anos.
Com informações do poder360.com.br




