A Guarda Revolucionária do Irã anunciou nesta segunda-feira que fechou o estreito de Hormuz para navegação, e ameaçou incendiar qualquer navio que tentar passar pelo trecho que separa o país persa da península Arábica.
A área em si é bastante exposta. A faixa de tráfego em águas internacional por lá é de 3 km, e no ponto mais estreito apenas 33 km separam a costa do Irã da de Omã.
Contra a retórica há o fato de que as forças navais de Teerã estão sob forte ataque, principalmente de aviões americanos. Imagens de satélite mostraram o principal porto do estreito, Bandar Abbas, em chamas no sábado. É lá que fica o princial QG da Guarda.
Há pouca informação, mas militares israelenses relatam que os EUA estão bombardeando as 16 instalações conhecidas de Teerã na região, inclusive as bases de mísseis antinavio do país, que têm alcance de até 300 km, pode cobrir parte do golfo de Omã.
Lá os EUA já disseram ter afundado todos os 11 navios operados por Teerã, algo que o Irã não comenta.
Hormuz foi um dos palcos da chamada Guerra dos Petroleiros (1981-88), parte da Guerra Irã-Iraque (1980-88) em que ambos os lados atacaram navios mercantes na região. Teerã foi responsabilizada po 168 ataques, e Bagdá, por 263.
O potencial desruptivo nessas áreas é enorme, como a operação dos rebeldes houthis em apoio ao Hamas na guerra com Israel (2023-2025) mostrou. Disparando mísseis e drones contra navios mercantes e militares, o comércio no mar Vermelho foi seriamente afetado, com novas rotas obrigando o aumento do frete marítimo em até cinco vezes.
Até este momento, os houthis não participaram de forma ativa da guerra atual, embora digam estar prontos para isso. Assim como o Hamas, Hezbollah e outros, eles são apoiados pelo Irã.
Com informações da Reuters




